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Considerado "guru" de Bolsonaro e uma espécie de conselheiro na área de educação, filósofo pede que Abraham Weintraub não ligue para comentários

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Reprodução
Mesmo vendo o seu indicado deixar o MEC, Olavo de Carvalho desejou sorte ao novo ministro da Educação


Responsável pela indicação do agora ex-ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, a Jair Bolsonaro, o filósofo Olavo de Carvalho não demonstrou incômodo com a troca na pasta nesta segunda-feira (8). Horas depois do anúncio de Abraham Weintraub, Olavo usou as redes sociais para desejar sorte ao ministro.

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Como é comum em suas postagens, Olavo de Carvalho elogiou, mas também deixou uma advertência com uso de palavras de baixo calão. Um pouco antes, o filósofo fez um ataque a imprensa que chama de "mídia comunista".

"Desejo toda a sorte do mundo ao ministro Weintraub, e só advirto: se aparecer algum Croquetti dando palpite, esconda-se no banheiro", escreveu Olavo no Twitter.

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Abraham Weintraub fez parte da equipe que fez a transição do governo Temer para o governo Bolsonaro . Ele e o irmão Arthur, que é advogado especializado em Previdência, trataram do tema e ajudaram a montar a proposta da reforma. 

Os dois são muito próximos do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.  Abraham , inclusive, ocupava o cargo de secretário-executivo da pasta, o número dois dentro do ministério.

Ao anunciar Weintraub, Bolsonaro escreveu que o novo ministro "é doutor, professor universitário e possui ampla experiência em gestão e o conhecimento necessário para a pasta." O presidente, se corrigiu depois, ao descobrir que o economista não possui doutorado.

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Com a nova escolha no Ministério da Educação, Bolsonaro espera diminuir o atrito entre seguidores de Olavo de Carvalho e a ala de militares. Na sexta-feira (5), o presidente negou que exista essa disputa, mas o próprio Olavo atacou ministros ligados à Forças Armadas.