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Filósofo, que foi o responsável pela educação do ministro para a pasta da educação, afirma que não sabia sobre o "comportamento traiçoeiro" de Vélez

Olavo de Carvalho
Reprodução
Ensaísta e filósofo Olavo de Carvalho é guru intelectual do governo Jair Bolsonaro (PSL)

O filósofo Olavo de Carvalho, apontado como responsável pela indicação de Ricardo Vélez Rodríguez como titular da pasta da educação, rompeu de vem com o ministro. Em uma publicação nas redes sociais, o guru ideológico do presidente Jair Bolsonaro atacou as convicções de Vélez e ainda disse que não se aborreceria com uma possível queda do ministro.

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"Conheci o prof. Velez por seus livros sobre a história do pensamento brasileiro, publicados mais de vinte anos atrás. Nunca tomei conhecimento das suas obscenas tucanadas e clintonadas, que teriam me prevenido contra o seu comportamento traiçoeiro. Não vou fazer nada contra ele, mas garanto que não vou lamentar se o botarem para fora do ministério", escreveu Olavo .

Vélez é pivô de maior crise ministerial do governo Bolsonaro. A pasta de educação sofre com constantes exonerações e já se envolveu em polêmicas que desagradaram a base do governo, a oposição e até o eleitorado de Bolsonaro.

A última queda importante foi a de Bruno Garschagen, assessor especial e um dos integrantes mais próximos ao ministro Ricardo Vélez, e o chefe de gabinete do MEC. O presidente do Inep,  Marcus Vinicius Rodrigues, também caiu por adiar avaliação sobre alfabetização de alunos do ensino básico em dois anos sem consultar outros membros da pasta.

O cargo de secretário-executivo da pasta, ou seja, o "número dois" do ministério, é um dos mais emblemáticos. Membro do Centro Paula Souza, Luís Antônio Tozi assumiu o cargo logo no início do governo. Após críticas de Olavo de Carvalho, guru ideológico do presidente Jair Bolsonaro, Tozi foi demitido junto com outros atacados pelo filósofo. No mesmo dia, alunos de Olavo que ocupavam cargos na pasta também pediram exoneração.

Colega de Tozi no Paula Souza, Rubens Barreto da Silva foi anunciado para a posição, mas Vélez voltou atrás e desistiu da nomeação de Barreto, que também era um dos criticados por Olavo de Carvalho. Dias depois, o ministro indicou Iolene Lima, favorita da ala evangélica, para o cargo. Oito dias depois, no entanto, a própria Iolene foi às redes sociais para dizer que foi demitida logo depois de assumir o cargo.

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Quem acabou ficando com a vaga foi o tenente-brigadeiro Ricardo Machado Vieira, o que enfraqueceu ainda mais Vélez, aumentando os rumores da demissão do ministro.

Ricardo Vélez Rodríguez assumiu o MEC por indicação de Olavo de Carvalho. O filósofo, que é um dos homens de confiança do presidente Jair  Bolsonaro, também emplacou a indicação de Ernesto Araújo para o Ministério das Relações Exteriores. Curiosamente, são os dois ministros indicados por Olavo estão recebendo mais críticas, tanto da oposição, como da base do governo.