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Ministro da Justiça fez a declaração numa palestra ao lado do procurador-geral da Suíça, Michael Lauber, na sede da Procuradoria-Geral da República

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Marcelo Camargo/ABr
Sérgio Moro defendeu a Operação Lava Jato em discurso nesta segunda-feira (8)


O ministro da Justiça, Sérgio Moro, reconheceu nessa segunda-feira (8) a importância  da cooperação de autoridades da Suíça no sucesso da Operação Lava Jato . Segundo ele, se não fosse a ajuda dos suíços, as investigações sobre corrupção na Petrobras não teriam resultados concretos relevantes.

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"Se não fosse a cooperação da Suíça, seria impossível que tivéssemos a Operação Lava Jato , disse o ministro.

Moro fez a declaração numa palestra ao lado do procurador-geral da Suíça , Michael Lauber, na sede da Procuradoria-Geral da República.

Como exemplo, o ministro destacou as colaborações do Ministério Público suíço nas investigações sobre o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e sobre o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

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Foram os suíços que ajudaram a rastrear uma propina de aproximadamente US$ 25 milhões recebidas por Paulo Roberto em contas na Suíça. A equipe de Lauber teve papel fundamental também no rastreamento de uma propina de US$ 1,5 depositada em contas de off-shores controladas por Cunha em um banco suíço.

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Moro também mencionou o incremento da cooperação entre Brasil e Suíça. Desde 2014, quando teve início a Lava Jato , os dois países registraram 647 pedidos de colaboração. Em 2014, os dois países computaram apenas 47 pedidos de cooperação. Segundo o ministro, a fama da Suíça  de ser um país "fechado" em cooperação jurídica, não corresponde a verdade.