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Presidente e ministro da Educação se encontram no final da manhã desta sexta-feira (29); Bolsonaro afastou a possibilidade de exoneração de Vélez

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Bolsonaro recebe o ministro Vélez Rodríguez na manhã desta sexta-feira

O presidente Jair Bolsonaro recebe, na manhã desta sexta-feira (29), o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez. O encontro entre os dois ocorre em meio a uma grave crise interna na pasta e poucas horas depois do anúncio do tenente-brigadeiro Ricardo Machado Vieira como novo secretário-executivo do Ministério da Educação (MEC).

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Por conta dos recentes problemas na pasta, existia uma expectativa de demissão de Vélez. Após a jornalista e comentarista política Eliane Cantanhêde, da  GloboNews , afirmar que o presidente havia decidido exonerar o ministro, Bolsonaro negou a informação e se disse "vítima de fake news".

"Sofro fake news diárias como esse caso da "demissão" do Ministro Velez", escreveu Bolsonaro , que ainda afirmou que veículos de imprensa "criam narrativas" com a intenção de desgastar o governo.

Quem também foi às redes sociais para atacar os jornalistas foi o próprio Vélez . Após replicar a postagem de Bolsonaro no Twitter, o ministro fez uma acusação grave contra a classe. "O jornalismo brasileiro se põe raivoso por estar, pela primeira vez, sem poder barganhar às custas de trocas de favores. Meu compromisso é com os brasileiros e seus representantes. Os veículos que busquem outras fontes de financiamento", escreveu.

No entanto, os rumores da demissão de Vélez  voltaram a ganhar força. Primeiro, Bolsonaro disse que o ministro não tinha experiência política e que iria "conversar com ele e tomar as decisões que tem que tomar". O presidente ainda disse que falaria com o ministro depois de voltar de sua viagem a Israel, mas a reunião acabou sendo adiantada para essa sexta-feira.

A nomeação de Machado Vieira também reforçou a tese, uma vez que a ala militar do governo é a mais crítica ao ministro.

Nesta semana, o ministro protagonizou mais um capítulo da crise interna no Ministério da Educação . Ele demitiu o presidente do Inep,  Marcus Vinicius Rodrigues, por adiar avaliação sobre alfabetização de alunos do ensino básico em dois anos sem consultar outros membros da pasta. Após a exoneração, Rodrigues chamou o ministro de "incompetente" e opinou que o colombiano não tem "controle emocional" para dirigir a pasta.

O ministro, por sua vez, atacou Rodrigues para justificar a demissão. "A última demissão no MEC [ocorreu], porque o diretor-presidente do Inep puxou o tapete. Ele mudou de forma abrupta o entendimento que já tinha sido feito para a preservação da Base Nacional Curricular e fazer as avaliações de comum acordo com as secretarias de educação estaduais e municipais", disse Vélez .  

Essa não foi a primeira exoneração polêmica no MEC. O cargo de secretário-executivo da pasta, ou seja, o "número dois" do ministério, é um dos mais emblemáticos. Membro do Centro Paula Souza, Luís Antônio Tozi assumiu o cargo logo no início do governo. Após críticas de Olavo de Carvalho, guru ideológico do presidente Jair Bolsonaro, Tozi foi demitido junto com outros atacados pelo filósofo. No mesmo dia, alunos de Olavo que ocupavam cargos na pasta também pediram exoneração.

Colega de Tozi no Paula Souza, Rubens Barreto da Silva foi anunciado para a posição, mas Vélez voltou atrás e desistiu da nomeação de Barreto, que também era um dos criticados por Olavo de Carvalho. Dias depois, o ministro indicou Iolene Lima, favorita da ala evangélica, para o cargo. Oito dias depois, no entanto, a própria Iolene foi às redes sociais para dizer que foi demitida logo depois de assumir o cargo.

Leia também: Vélez diz que MEC é "abacaxi do tamanho de um bonde", mas nega renúncia 

Ricardo Vélez Rodríguez assumiu o MEC por indicação de Olavo de Carvalho. O filósofo, que é um dos homens de confiança do presidente Jair  Bolsonaro  , também emplacou a indicação de Ernesto Araújo para o Ministério das Relações Exteriores. Curiosamente, são os dois ministros indicados por Olavo estão recebendo mais críticas, tanto da oposição, como da base do governo.