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De acordo com o vice-presidente, caso legendas concordarem com as propostas do governo, poderão ter cargos nos estados ou em ministérios

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Romério Cunha/VPR - 24.1.19
Mourão se reuniu com parlamentares do PRB nesta semana

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) afirmou, nesta quarta-feira (3), que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) deverá oferecer cargos a partidos que apoiarem as propostas do governo. A prioridade é a aprovação da Reforma da Previdência.

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"A partir do momento que esses partidos estejam concordando com o que o governo pretende fazer, é óbvio que eles vão ter algum tipo de participação, seja em cargos nos Estados, algum ministério ou algo do gênero. Isso é decisão do presidente, né?", afirmou Mourão na saída de seu gabinete no Palácio do Planalto. 

A declaração do vice-presidente veio ao encontro da fala do ministro da Casa Civil , Onyx Lorenzoni, que afirmou que, a partir de amanhã, Bolsonaro terá diversas reuniões com presidentes de partidos com o objetivo de convidá-los para integrar a base aliada do governo. De acordo com o ministro, a intenção é formar base para aprovação da Reforma da Previdência na Câmara. 

"O que eu vejo, de maneira geral é isso aí. Número um: ter clareza e mostrar aos partidos 'olha, os nossos objetivos são esses. Se vocês concordam, nós gostaríamos que vocês estivessem junto com a gente nas votações referentes a isso'. E, no segundo passo, o presidente pode decidir por oferecer algum tipo de cargo nos Estados ou até aqui na área central do governo", explicou Mourão. 

Na manhã dessa segunda-feira, o general se encontrou com os parlamentares do PRB, Jhonatan de Jesus, líder do partido na Câmara, Mecias de Jesus, líder da sigla no Senado, e com o deputado federal Vinicius Carvalho. Questionado se estaria participando da articulação política do governo, o vice afirmou que não tem "nenhuma autorização do presidente para realizar esse tipo de atividade", mas que tocou nos temas. 

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"O que eu vejo é que o presidente escalou o ministro Onyx e o ministro Santos Cruz para essa tarefa. Então eu acho que, se em algum momento ele julgar necessário que eu participe disso, ele vai dizer", finalizou  Mourão