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CPI tem como objetivo descobrir se o banco público privilegiou grupo de empresas em investimentos realizados em outros países entre 2003 e 2015

Kim Kataguiri durante a CPI do BNDES
Divulgação/Câmara dos Deputados
Kim Kataguiri pediu informações de obras em Cuba e outros países que serão investigadas na CPI do BNDES

A CPI do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) irá investigar, a pedido do deputado Kim Kataguiri (DEM-SP), obras realizadas em Cuba, Equador e Peru. A aprovação do requerimento que abriu caminho para a medida foi anunciada pelo próprio parlamentar nesta terça-feira (2).

"Mais um dia de trabalho na CPI do BNDES . Apesar da obstrução petista, consegui aprovar requerimento para obter informações de obras importantíssimas: como o Porto de Mariel, em Cuba, hidrelétricas no Equador e no Peru etc. Vamos em frente", escreveu Kataguiri em seu Twitter.

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A CPI, instalada no último dia 27 de março, é presidida pelo deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP) e tem o objetivo de saber se o banco público privilegiou um grupo de empresas nos investimentos realizados em outros países entre 2003 e 2015.

Uma mudança no estatuto social do BNDES permitiu que a entidade financiasse a aquisição de ativos e investimentos realizados por empresas brasileiras no exterior, desde que contribuíssem para o desenvolvimento econômico e social do País.

Segundo Macris, essas operações envolveram "bilhões de dólares" e nunca foram esclarecidas. "São contratos internacionais feitos com Cuba , Venezuela e vários países africanos e que não foram muito bem explicados”, afirmou o deputado no dia da instalação da CPI.

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O presidente da CPI do BNDES avaliou ainda que esses empréstimos internacionais foram feitos quando o próprio Brasil precisava de recursos para promover economicamente o seu desenvolvimento. “Nós tivemos esses recursos desviados e os contratos foram considerados sigilosos pelo governo. Ninguém teve acesso", acrescentou.

*Com informações da Agência Câmara