Palestina mostra preocupação com aproximação de Bolsonaro e Netanyahu
Fernando Frazão/Agência Brasil
Palestina mostra preocupação com aproximação de Bolsonaro e Netanyahu


Neste domingo (31), o presidente Jair Bolsonaro chega a Israel para a sua terceira viagem oficial ao exterior desde que assumiu o cargo. De acordo com o cronograma divulgado pelo Palácio do Planalto, o presidente não deve aproveitar a ida para visitar também a Palestina, apesar do convite do embaixador palestino no Brasil, Ibrahim Alzeben.

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Aliado de Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, Bolsonaro pretende, entre outros objetivos e acordos, fechar a embaixada brasileira que está em Tel-Aviv e inaugurar um novo escritório em Jerusalém. Preocupado com os rumos diplomáticos, a Palestina gostaria que o presidente brasileiro também abrisse diálogo.

A troca de embaixada para Jerusalém foi realizada pelos Estados Unidos assim que Donald Trump assumiu a presidência. A ação criou um problema diplomático com países do Oriente Médio aliados dos palestinos.

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Benjamin Netanyahu foi o primeiro chefe de Estado do mundo a visitar Bolsonaro no Brasil após a posse. Os líderes fecharam acordos econômicos e de tecnologia. O País está interessado na política de dessalinização da água utilizada pelos israelenses como meio para combater a seca no sertão do Nordeste.

Na última quinta-feira (28), o embaixador palestino Ibrahim Alzeben enviou um convite ao Palácio do Planalto para que Bolsonaro aproveitasse a viagem e conhecesse a Igreja da Natividade, em Belém, na Cisjordânia. Lá, ele se encontraria com autoridades do país. Não houve qualquer resposta.

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Em abril acontecem eleições em Israel e a visita de Jair Bolsonaro é vista como uma ação política de Benjamin Netanyahu, que busca a reeleição como primeiro-ministro. A viagem foi acertada quando o chefe israelense esteve no Brasil e recebeu apoio público do presidente brasileiro.

A questão de Jerusalém é conflituosa entre Israel e Palestina . Enquanto os israelenses consideram a cidade como sua capital, os palestinos afirmam que a parte oriental do território pertence a eles.

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