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Ministro das relações exteriores falou, durante entrevista, que a "esquerda pega uma coisa boa, sequestra, perverte e transforma em uma coisa ruim"

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Marcelo Camargo/ABr
Ernesto Araújo voltou a polemizar ao dizer que nazismo e fascismo são "fenômenos de esquerda"

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, voltou a causar polêmica. Durante uma entrevista ao site "Brasil Paralelo", o chanceler afirmou que regimes autoritários como o nazismo e fascismo eram "fenômenos de esquerda."

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"É muito a tendência da esquerda. Ela pega uma coisa boa, sequestra, perverte e transforma em uma coisa ruim, que eu acho que é o que sempre aconteceu com esses regimes totalitários. (...) Por isso que eu digo que fascismo e nazismo são fenômenos de esquerda", disse Ernesto Araújo .

Essa não foi a primeira fala polêmica do ministro na semana. Nesta quarta-feira (27), o chanceler afirmou que não houve um golpe militar no Brasil. 

"Não considero um golpe. Considero que foi um movimento necessário para que o País realmente não virasse uma ditadura. Não tenho a menor dúvida em relação a isso", afirmou Ernesto Araújo , na Comissão de Relações Exteriores e Defesa da Câmara. 

O ministro havia sido questionado por Glauber Braga (PSOL-RJ) sobre sua opinião acerca do golpe de 1964. O deputado ainda perguntou a Araújo se o período de 1964 a 1985, em que o Brasil foi comandado por militares, não poderia ser considerado uma ditadura. O ministro não respondeu. 

Após a fala, o deputado Ivan Valente (PSOL-SP) insistiu e questionou "não teve ditadura no Brasil então?". No entanto, Eduardo Bolsonaro (PSL), que presidia a sessão, interrompeu o assunto e pediu para que o chanceler continuasse respondendo as outras perguntas. 

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A discussão sobre o regime militar no Brasil começou depois que o presidente Jair Bolsonaro determinou, na segunda-feira (25), que as Forças Armadas façam "comemorações devidas" no próximo domingo (31), dia em que o golpe de 1964 completa 55 anos. 

Ernesto Araújo  também afirmou que o Brasil não está se distanciando da China, principal parceiro comercial do País, e afirmou que o governo não terá "entreguismo nem com a China e nem com os EUA".