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Líder do governo Bolsonaro na Câmara, a deputada parabenizou presidente por determinar a comemoração da data que marcou o início da ditadura

Deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) celebrou a decisão do presidente Bolsonaro sobre o golpe de 64
Reprodução/Twitter
Deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) celebrou a decisão do presidente Bolsonaro sobre o golpe de 64

Líder do governo no Congresso Nacional, a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) celebrou, em suas redes sociais, a decisão do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), de comemorar a data que marcou o início do golpe militar de 1964, lembrada no próximo domingo (31). "É a retomada da narrativa verdadeira de nossa história", escreveu ela. 

"A partir deste ano, o Brasil irá comemorar o aniversário do 31 de março de 1964. A data foi incluída na ordem do dia das FFAA e cada comandante decidirá como deve ser feita. É a retomada da narrativa verdadeira de nossa história. OrgulhoBR", publicou a deputada. Joice Hasselmann ainda ilustrou a publicação com uma foto dela ao lado de militares. 

Em reação, deputados da oposição rebateram a publicação com outras declarações. Desde cedo, a hashtag #DitaduraNuncaMais também vem figurando como um dos assuntos mais comentados no Twitter.

Uma das declarações foi da deputada federal Sâmia Bonfim (Psol-SP), que compartilhou a imagem do jornalista Vladimir Herzog após sua morte em uma das celas do DOI-Codi, órgão de repressão do regime, sob a legenda: "Vamos falar em 'narrativa verdadeira'? ".

"[Vamos falar] Dos crimes cometidos que foram e seguem sendo silenciados? Da tentativa de eliminar as vozes divergentes? Das ordens vindas do gabinete do presidente para matar opositores? Essa é a 'retomada' que a senhora defende, deputada?", escreveu a deputada.

Outro parlamentar que respondeu Joice foi o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), que afirmou que a decisão de Bolsonaro é "mais um vexame e uma proxa do caráter fascista" do presidente. 

"A ordem para que as Forças Armadas celebrem o golpe é mais um vexame e uma prova do caráter fascista de Jair Bolsonaro, mas é também uma tentativa de tirar o foco da sua própria incompetência e do fracasso que é o seu governo, que está derretendo antes de completar 100 dias", escreveu Pimenta.

Na sequência, Joice Hasselmann respondeu a quem chamou de "esquerda raivosa", afirmando que "o choro é livre" e atribuindo a liberdade no Brasil aos militares. "A esquerda raivosa e os bonecos de ventríloquos estão em polvorosa por causa da decisão do governo Bolsonaro de autorizar as comemorações devidas ao Março de 1964. Podem berrar. O choro é livre e graças aos militares, o Brasil também!", publicou.