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Marcos Pontes usou sua participação em comissão do Senado nesta quinta-feira (28) para falar em "desinformação" sobre acordo firmado com os EUA

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Geraldo Magela/Agência Senado
Ministro Marcos Pontes explicou acordo do Brasil com os Estados Unidos


O ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, usou a sua participação na audiência das comissões de Ciência e Tecnologia e de Relações Exteriores no Senado, nesta quinta-feira (28), para explicar que o acordo firmado entre Brasil e Estados Unidos pelo uso da base de Alcântara, no Maranhão, não inclui ações militares.

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Segundo Marcos Pontes , houve muita “desinformação” com relação ao acordo com os Estados Unidos e que o risco de ataque à soberania do País não existe. O ministro ressaltou que o controle da base continua nas mãos do Brasil.

“Vocês vão ver que é muito diferente do que foi dito. O Brasil controla o centro de lançamento como um todo. Tanto as operações do centro como o acesso a qualquer parte do centro”, garantiu o ministro Pontes.

Com relação às informações de que os Estados Unidos poderiam utilizar a base em Alcântara para ataques aéreos em um possível confronto com a Venezuela, o ministro afirmou que será impossível, já que o controle militar é apenas brasileiro.

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“O acordo não permite o lançamento de mísseis, não tem nada a ver com a parte militar. É proibido”, disse Pontes.

No texto divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores na última semana, está explícito que Os norte-americanos poderão, sem aviso prévio, ingressar em áreas restritas de tecnologia para realizar inspeções e verificações. Na explicação dada pelo ministro nesta quinta-feira (28), o Brasil também terá acesso a qualquer lugar que possua componentes dos EUA.

“Os Estados Unidos permitem que o Brasil lance foguetes e satélites, de qualquer nacionalidade, que possuam componentes americanos. Em troca, nós garantimos que vamos proteger essa tecnologia americana”, explicou.

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Astronauta, Marcos Pontes foi um dos primeiros ministros confirmados por Jair Bolsonaro após as eleições. Ele participou da viagem e do encontro do presidente com Donald Trump.