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Agora, governo federal é obrigado a liberar verba de emendas parlamentares para ações previstas para a execução das emendas coletivas de bancada

Com votações expressivas, PEC do Orçamento foi aprovada na Câmara dos Deputados
Wilson Dias/ABr
Com votações expressivas, PEC do Orçamento foi aprovada na Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou em dois turnos, na noite desta terça-feira (26), a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Orçamento Impositivo. Com isso, o  governo federal é obrigado a liberar a verba de emendas parlamentares para ações previstas para a execução das emendas coletivas de bancada. A proposta segue para o Senado.

A proposta para ampliar o orçamento impositivo, de autoria do deputado Hélio Leite (DEM-PA), precisava ser votadas em dois turnos na Câmara, e ambos ocorreram na noite desta terça. Em primeiro turno, a PEC foi aprovada por 448 a 3. No segundo turno, a aprovação teve um placar de 453 a 6. Se aprovada no Senado, a PEC engessará os gastos do Executivo.

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As chamadas emendas de bancada que serão afetadas pela PEC são as que são apresentadas por deputados e senadores de cada estado, com o objeto de ações específicas naquela unidade da Federação. Atualmente, já é impositivo o total das emendas individuais dos parlamentares, sendo que metade do valor deve ser aplicado em saúde. O valor está sujeito ao teto dos gastos aprovado em 2016.

As emendas de bancadas estaduais e do Distrito Federal que deverão ser executadas obrigatoriamente se referem a programações de caráter estruturante (obras e equipamentos) até o montante global de 1% da receita corrente líquida (RCL) realizada no exercício anterior ao da elaboração do planejamento dos gastos .

Para executar as emendas impostas pela Câmara dos Deputados, poderão ser usados os chamados restos a pagar, que são promessas de pagamento para serviços, compras e obras realizados no ano anterior e ainda não quitadas. 

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De qualquer forma, essas emendas, assim como já ocorre com as individuais, serão afetadas pelo contingenciamento do orçamento na mesma proporção das demais despesas. Esse contingenciamento é um bloqueio que o Poder Executivo faz em função da queda da receita e funciona como um mecanismo para cumprir a meta de resultado primário.

* Com informações da Agência Brasil.