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Após confundir nacionalidades, presidente notou risos entre os 120 chilenos que almoçavam com ele e criou momento de descontração, superando a saia-justa: "é que os nossos irmãos merecem ser lembrados a todo o momento"

No Chile, Bolsonaro desliza, agradece ao 'povo venezuelano', mas aproveita gafe para criticar Nicolás Maduro
Marcos Corrêa/PR
No Chile, Bolsonaro desliza, agradece ao 'povo venezuelano', mas aproveita gafe para criticar Nicolás Maduro

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) cometeu uma gafe, neste sábado (23), durante o seu discurso de agradecimento ao governo do Chile, pela recepção que teve no país. O deslize aconteceu durante um almoço organizado no Palácio de la Moneda, sede da presidência chilena, na presença de cerca de 120 pessoas. 

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Numa tentativa de expressar sua satisfação com o tratamento recebido pelo povo do país, Bolsonaro chamou os chilenos de "venezuelanos". Logo após a gafe , alguns dos participantes do almoço se entreolharam, sorriram e apontaram a confusão para o brasileiro, que encarou a falha com descontração. 

Após risos, o presidente usou do deslize para destilar novas críticas ao presidente da Venezuela , Nicolás Maduro. "Nossos irmãos venezuelanos merecem nossa preocupação e merecem ser lembrados em todo momento", disse Bolsonaro, superando rapidamente a saia-justa.

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Na sequência, Bolsonaro engatou em uma nova afirmação contra o posicionamento político de esquerda e contra o socialismo, afirmando que "nossos países não podem se deixar seduzir pela esquerda. A responsabilidade acima de tudo é de nossos países".

"A América Latina deve agradecer a Deus e à vontade de muitos homens e mulheres que lutaram contra o socialismo", declarou.

Ainda hoje, Bolsonaro e o presidente do Chile , Sebastián Piñera, reiteraram a intenção de buscar um acordo pacífico para encerrar a crise que atinge a Venezuela. Ambos rejeitaram a possibilidade de intervenção militar na Venezuela. Também apelaram para a realização de eleições no país vizinho e a preservação dos direitos humanos. 

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A gafe com a mistura das nacionalidades não foi a única de Bolsonaro no Chile. Mais cedo, o brasileiro havia se confundido durante a declaração presidencial conjunta com Piñera. Na ocasião, ele referiu-se à "exploração racional" do meio ambiente usando a expressão "exploração racial". O erro foi corrigido logo em seguida.

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