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Fernando Frazão/Agência Brasil
Wilson Witzel reagiu às declarações de Marcelo Crivella, ainda que não diretamente

No dia seguinte à divulgação de uma fala do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), na qual critica a atuação da Polícia Militar, o governador Wilson Witzel (PSC) retirou 27 servidores estaduais que estavam cedidos à Prefeitura do Rio.

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A informação foi publicada no Diário Oficial nesta quinta-feira (21) e, segundo a publicação, entre os 27 funcionários convocados de volta, a maioria era policial militar. Apesar de não ter repreendido Marcelo Crivella oficialmente, Wilson Witzel demonstra muito descontentamento com a situação.

O prefeito do Rio de Janeiro declarou nesta terça-feira (19) que o Rio é “uma esculhambação completa” . Ele também mencionou a corrupção na Polícia Militar, chamou o VLT de “porcaria” e criticou o carnaval. O jornal O Globo teve acesso ao áudio do evento onde Crivella discursou e publicou o conteúdo na quarta (20).

No início de sua fala, o prefeito disse que os morros do Rio de Janeiro estão dominados por bandidos com fuzis, e culpou a corrupção pela violência na cidade. “Por que esses meninos (do tráfico) são tão valentes? É porque, quando o político rouba e fica rico, o comandante do batalhão também quer ficar rico. O coronel quer ficar rico. O tenente, o sargento querem ficar ricos. Aí, eles sobem o morro para pegar o arrego. O arrego é o troco da cocaína”, disse. Arrego é como é conhecida a propina paga pelo tráfico a autoridades.

A Polícia Militar reagiu às declarações e divulgou uma nota na qual afirma que é “lamentável e inacreditável que o prefeito de uma cidade com tantos problemas sérios a resolver seja capaz de dar declarações tão absurdas”.

Da mesma forma, o governador Wilson Witzel divulgou um vídeo em seu perfil no Twitter no qual defende a atuação da Polícia Militar e repudia declarações em sentido contrário, sem citar Crivella.

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Após a repercussão, Marcelo Crivella também divulgou uma nota sobre o assunto. No documento, ele afirma que sua fala foi descontextualizada e chamou a notícia de ‘fake news’. “Não houve em um momento sequer ataque a instituição da Polícia Militar e sim a minoria de maus profissionais que macularam a imagem da instituição centenária e que tem em sua história uma extensa lista de bons serviços prestados à sociedade”, diz a nota.

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