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Governador do Rio de Janeiro condenou o crime e disse que os suspeitos presos podem fazer delação premiada para que se chegue aos mandantes

Wilson Witzel considerou a morte de Marielle Franco mais grave por ela ser uma parlamentar no exercício do mandato
Reprodução/TV Globo
Wilson Witzel considerou a morte de Marielle Franco mais grave por ela ser uma parlamentar no exercício do mandato

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), deu entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (12) e comentou a prisão de dois suspeitos da morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Para Witzel, a prisão dos ex-policiais “é uma resposta importante”.

O governador também considerou que  Ronnie Lessa e Élcio Vieira de Queiroz podem fazer um acordo de delação premiada para que se chegue aos mandantes do assassinato de Marielle Franco . Witzel reforçou que a importância da resolução do caso. “Sempre assumi o compromisso de que uma resposta seria dada”.

O governador afirmou que Marielle “teve sua vida ceifada de forma criminosa, odienta e inaceitável”. Ele considerou o homicídio como “inaceitável a qualquer ser humano”, mas acrescentou que o crime ganha gravidade por ela estar no exercício de sua atividade parlamentar.

Em janeiro deste ano, Witzel havia dito que os assassinos de Marielle e Anderson poderiam ser presos ainda naquele mês. O governador informou ter conversado sobre a investigação com o delegado do caso, Giniton Lages, a quem Witzel não poupou elogios.

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O delegado também se pronunciou e afirmou que “o crime Marielle e Anderson não pode se repetir”. “É muito perigoso deixar esse caso sem resposta”, completou. Giniton Lages comemorou o resultado do trabalho e, como Witzel, parabenizou os policiais que atuam na investigação.

Além disso, o delegado deu um recado à imprensa criticando a publicação de algumas informações vazadas. “É preciso que a mídia entenda que em determinados tipos de investigação o sigilo é imprescindível”. Segundo ele, publicar certas informações pode colocar tudo a perder.

Lages apresentou as informações coletadas durante todo o ano de investigação. Segundo ele, 47 policiais trabalham no caso. A Polícia Civil recolheu 760 gb de imagens e recebeu mais de 190 denúncias por meio do disque-denúncia. De acordo com o delegado, uma segunda fase da investigação vai determinar a motivação do crime.

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O crime contra Marielle Franco e Anderson Gomes ocorreu no dia 14 de março de 2018, a pouco mais de um quilômetro da casa da vereadora. Um carro emparelhou com o chevrolet Agile da vereadora e vários tiros foram disparados contra o banco de trás, justamente onde estava Marielle. Treze disparos atingiram o carro. Quatro tiros atingiram a cabeça da parlamentar.

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