Geraldo Alckmin defendeu que governo Bolsonaro dê prioridade e foco aos interesses nacionais, e não no de outros países
Ciete Silvério/Divulgação - 6.9.18
Geraldo Alckmin defendeu que governo Bolsonaro dê prioridade e foco aos interesses nacionais, e não no de outros países

O ex-governador de São Paulo e presidente nacional do PSDB, Geraldo Alckmin, fez críticas ao governo de Jair Bolsonaro nesta segunda-feira (18) e afirmou que é hora de diminuir o "sectarismo e o radicalismo". 

Leia também: Aprovação de Bolsonaro cai após semana de polêmicas, diz XP/Ipespe

"Não pode viver radicalismo do 'nós contra eles'. Isso faz lembrar o PT, só que às avessas", afirmou  Alckmin , em conversa com jornalistas após uma palestra. Ele ainda disse o presidente deveria ser mais tolerante às críticas, que "constroem, aperfeiçoam e evitam erros" do governo.

O ex-governador falou ainda sobre a agenda diplomática de Bolsonaro , que está em viagem aos Estados Unidos nesta semana para se encontrar com o presidente Donald Trump. Para ele, é preciso ter mais foco nos interesses do Brasil. 

Você viu?

Leia também: Bolsonaro tem jantar com embaixador brasileiro e encontro com Olavo, nos EUA

"Eu torço pelo governo, torço pelo Brasil. Mas é preciso ter foco no interesse nacional, não no de outros países. Você não pode brigar com a China, um dos maiores parceiros comerciais. Não faz sentido", defendeu. Alckmin também afirmou que a posição do PSDB será de "ajudar o Brasil", mas que o partido não participará do governo. 

Durante a palestra, o ex-governador disse que, a princípio, todos os parlamentares do PSDB devem votar a favor da reforma da Previdência. No entanto, questionado sobre o assunto após o evento, afirmou que ainda não há uma posição definida e que o tema ainda está sendo discutido pelo partido, mas que a tendência é a aprovação com algumas ressalvas.

Leia também: Após esforço de 60 horas na Assembleia de SP, PSDB barra CPI sobre Paulo Preto

O tucano também cobrou do governo a apresentação da reforma para os militares, e afirmou que não pode haver diferença de tratamento. "A regra precisa ser para todos. Caso contrário se perde o argumento. Há um grande déficit, que precisa ser corrigido. Mas vai ter que mudar para todo mundo. O governo vai mandar, acredito. Já deveria ter feito", defendeu  Alckmin .

    Veja Também

    Mais Recentes

      Comentários