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Arthur Araújo Lula da Silva, de apenas 7 anos, foi internado como uma forte febre no Hospital Bartira, em Santo André, mas não resistiu e morreu

Arthur Araújo Lula da Silva tinha sete anos e morreu por conta de uma meningite
Reprodução
Arthur Araújo Lula da Silva tinha sete anos e morreu por conta de uma meningite

A juíza Carolina Lebbos, da 12ª Vara Criminal Federal de Curitiba, responsável pela execução penal do petista autorizou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sair temporariamente da prisão para comparecer ao velório de seu neto, Arthur Araújo Lula da Silva, que morreu nesta sexta-feira (1), aos sete anos de idade, por conta de uma meningite meningocócica. A decisão, porém, pede sigilo quanto ao deslocamento do ex-presidente.

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A defesa de Lula  entrou com um pedido logo após o anúncio da morte da criança, que foi internada como uma forte febre no Hospital Bartira, em Santo André, mas não resistiu e morreu. Arthur era filho de Sandro Luis Lula da Silva, fruto do casamento do ex-presidente com o ex-primeira dama Marisa Letícia.

O velório será no Cemitério Jardim da Colina, em São Bernardo do Campo e a cremação está marcada para este sábado (2), ao meio dia. Os pais da criança adiaram a cerimônia para que o avô pudesse comparecer.

Antes da oficialização, a Polícia Federal e o MPF já haviam sido avisados para fazer a logística da saída do petista. Ele deve deixar a Superitendência da Polícia Federal de Curitiba nas próximas. O governo do estado do Paraná cedeu um avião para o transporte do ex-presidente.

"O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seguirá para São Paulo em avião do Governo do Paraná. A aeronave foi liberada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, atendendo pedido da superintendência da Polícia Federal no Paraná", informou o governo. 

Lula não pode ir ao velório do irmão

Lula não pôde comparecer ao velório do irmão Vavá
Ricardo Stuckert
Lula não pôde comparecer ao velório do irmão Vavá

No mês passado, Lula perdeu o irmão mais velho, Genival Inácio da Silva, conhecido como Vavá e pediu autorização para comparecer à cerimônia. 

A juíza Carolina Lebbos , da Vara de Execuções Penais de Curitiba, negou o pedido do ex-presidente com base na justificativa de que a "permissão de saída será concedida pelo diretor do estabelecimento onde se encontra o preso".

A Superintendência da Polícia Federal, por sua vez, declarou-se "impossibilitada de garantir a ordem pública e a segurança do preso". O desembargador de plantão do Tribunal Regional Federal da 4ª região, Leandro Paulsen.

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O caso foi parar no Supremo Tribunal Federal e o ministro Dias Toffoli autorizou a saída do ex-presidente, afirmando que a PF "não deveria obstar o cumprimento de um direito assegurado". No entanto, Toffoli determinou que o ex-presidente poderia apenas ir para uma unidade militar na região do ABC, para onde o corpo poderia ser levado.

Àquela altura,  Vavá  já estava sendo velado e foi sepultado minutos depois da decisão. O ex-presidente e seus advogados entenderam que não havia mais tempo hábil. Por isso, ele desistiu do deslocamento e permaneceu em Curitiba.  

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue preso na Superitendência da Polícia Federal de Curitiba. O petista está detido desde 07 de abril de 2018 e cumpre condenação de 12 anos e 1 mês por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

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