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Brasil só entra em confronto com Venezuela se for atacado, afirmou o vice, que disse acreditar que Carlos Bolsonaro ainda está "na vibe da campanha"

Mourão afirmou que não acredita que Venezuela vá atacar o Brasil
Romério Cunha/VPR - 24.1.19
Mourão afirmou que não acredita que Venezuela vá atacar o Brasil

"Da nossa parte, nós jamais entraremos em uma situação bélica com a Venezuela, a não ser que sejamos atacados. Aí é diferente. Mas eu acho que o Maduro não é tão louco a esse ponto, né." A declaração é do vice-presidente da República, o general Hamilton Mourão (PRTB), em reação à decisão do regime de Nicolás Maduro em fechar a fronteira da Venezuela com o Brasil – medida efetivada nessa quinta-feira (21).

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Mourão  disse nesta manhã (22) que a decisão de Maduro visa impedir que os venezuelanos venham ao Brasil para buscar suprimentos. "Não acredito que ele imaginasse que nós entraríamos em força dentro da Venezuela – nós já reiteramos inúmeras vezes que não faríamos isso – para levar suprimentos", afirmou. 

O general também falou sobre a família de Bolsonaro , e disse que acredita que Carlos, um dos filhos do presidente, ainda está "na vibe" da campanha e que com o passar do tempo, os três vão "se dedicar mais às funções legislativas para as quais foram eleitos". 

"Os filhos são bem-sucedidos, três homens aí que se candidataram, que foram eleitos com uma votação expressiva para senador, deputado federal, vereador. Eu acho que, com o passar do tempo, cada um irá entender o tamanho da cadeira que eles têm, e vão se dedicar mais às funções legislativas para as quais foram eleitos", declarou. 

"O Carlos tem uma proximidade muito grande com o pai, ele trabalhou muito durante a campanha. Eu acho que ele ainda está naquele clima, vamos dizer assim, para usar um termo da juventude, nessa vibe, ele ainda está nessa. Mas isso vai passar", completou. 

O vice também comentou a demissão do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, e afirmou que o presidente considerou que "a confiança tinha sido quebrada" após o ministro divulgar os áudios trocados entre os dois. 

Bebianno e o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, são suspeitos de estar envolvidos no repasse de verbas públicas para supostas candidaturas laranjas do PSL. Para o general, as denúncias devem ser investigadas. "O presidente já determinou que a Polícia Federal investigue. Uma vez comprovada a veracidade das denúncias, que elas têm consistência, eu não tenho dúvida de que o presidente irá exonerar o ministro", defendeu. 

Mourão afirmou ainda que Bolsonaro não sabia das possíveis candidaturas laranjas do partido pois estava muito preocupado com a sua própria campanha. "amos lembrar que ele era deputado federal, passou para o PSL no começo do ano passado, começou a se dedicar àquelas viagens iniciais ainda antes da campanha e quando começou a campanha para valer, que era um momento aí de distribuição de recursos, ele imediatamente sofreu o atentado e ficou dentro do hospital", disse. 

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