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Exército da Venezuela está em alerta contra "violações de fronteira"; EUA e Europa já reclamaram da imposição de obstáculos para ajuda humanitária

Jair Bolsonaro reafirmou, nesta quarta-feira (20), que o Brasil vai enviar itens de ajuda humanitária à Venezuela
Marcelo Camargo / Agência Brasil
Jair Bolsonaro reafirmou, nesta quarta-feira (20), que o Brasil vai enviar itens de ajuda humanitária à Venezuela

O presidente da República, Jair Bolsonaro, reafirmou nesta quarta-feira (20) que o Brasil será responsável por uma força-tarefa que vai levar ajuda humanitária aos venezuelanos. Segundo o presidente, serão disponibilizados à população da Venezuela alimentos e medicamentos.

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"Força-tarefa brasileira levará ajuda humanitária aos venezuelanos. Reunião com o STF, Congresso e Ministros, criou logística até a fronteira com a Venezuela , em Roraima. Alimentos e medicamentos serão disponibilizados para recolhimento a cargo do presidente encarregado Juan Guaidó", disse Bolsonaro.

A declaração do brasileiro foi publicada nas suas redes sociais na manhã de hoje. Nesta terça-feira (19), em Brasília, o porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, já havia anunciado a instalação de centrais de distribuição de doações em Boa Vista e Pacaraima.

No último dia 23, Guaidó se autoproclamou presidente interino do país, obtendo apoio de muitas nações, como o Brasil, e liderando um movimento para angariar ajuda humanitária para Venezuela. Tal atitude é rechaçada pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro , que acusa os Estados Unidos de liderar por uma tentativa de ingerência no país. 

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Segundo o ministro venezuelano da Defesa, Vladimir Padrino Lopez, o exército da Venezuela está "alerta" contra quaisquer violações de fronteira. Ministros têm declarado publicamente resistência ao suposto movimento externo de interferência.

"As Forças Armadas permanecerão desdobradas e em alerta ao longo das fronteiras, como ordenou nosso comandante-em-chefe [Nicolás Maduro], para evitar qualquer violação da integridade territorial", disse Padrino, em um comunicado.

O ministro afirmou que o exército não aceitará "um governo fantoche" ou "ordens de qualquer poder do governo estrangeiro" em referência ao autoproclamado presidente interino, Juan Guaidó .

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Antes de qualquer ação do Brasil na Venezuela , delegações de parlamentares da Europa e dos Estados Unidos já reclamaram da imposição de obstáculos para ajuda humanitária.

* Com informações da DW, agência pública de notícias da Alemanha.