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Átila Jacomussi é investigado pela Operação Trato Feito, que chegava a movimentar R$ 500 mil por mês; ele recebeu habeas corpus do Supremo

O prefeito de Mauá, Átila Jacomussi, foi solto após decisão do ministro Gilmar Mendes
Reprodução/Facebook/Átila Jacomussi
O prefeito de Mauá, Átila Jacomussi, foi solto após decisão do ministro Gilmar Mendes

O prefeito de Mauá (região do ABC paulista), Atila Jacomussi, disse que vai reassumir o mandato nesta segunda-feira (18). Ele estava preso desde dezembro do ano passado e foi solto após o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes conceder um habeas corpus na última quinta-feira (14).

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Jacomussi divulgou que voltará a exercer suas funções em um comunicado divulgado pelas redes sociais em que lamenta os estragos feitos pelas chuvas do fim de semana no município. Os deslizamentos de terra mataram quatro crianças em Mauá.  O prefeito de Mauá disse que pretende decretar luto pelas mortes.

“Quero deixar meus sentimentos aos familiares e para toda Mauá pela tragédia do deslizamento no Jardim Zaíra, mais precisamente na Rua Anne Altomar, neste sábado (16), em decorrência das chuvas, que vitimou quatro crianças que tinham um grande futuro pela frente”, diz o comunicado.

Jacomussi acusou a gestão interina, que assumiu a prefeitura enquanto ele estava preso, de paralisar as intervenções que estavam em andamento no local onde ocorreram as mortes. “Nesta segunda-feira, reassumiremos a Prefeitura de Mauá e vamos imediatamente dar toda a atenção aos moradores da região”, acrescenta a nota.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes concedeu habeas corpus a Jacomussi na última sexta-feira (15). Ele estava preso desde o dia 13 de dezembro, quando foi deflagrada a Operação Trato Feito, que investiga desvios em contratos firmados pela administração do município, localizado na região do Grande ABC.

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Segundo Polícia Federal, Jacomussi liderava um esquema criminoso que chegava a movimentar R$ 500 mil por mês. As investigações indicam que eram cobrados entre 10% e 20% sobre os contratos da prefeitura para o pagamento de propinas. Eram fraudados os processos para aluguel de veículos oficiais, reforma de parques, serviços de limpeza e sinalização de vias. De acordo com a PF, o dinheiro era repassado para 22 dos 23 vereadores da cidade. 

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 Além do prefeito de Mauá , também foi alvo de mandado de prisão preventiva o ex-secretário de governo João Eduardo Gaspar. A PF cumpriu ainda mandados de busca e apreensão nos gabinetes de 22 dos 23 vereadores da cidade, na Câmara Municipal.

A Trato Feito é um desdobramento da Operação Prato Feito, deflagrada em maio, que apurava o desvio de recursos públicos da merenda escolar em diversas cidades de São Paulo. Na ocasião, Jacomussi também foi preso, sendo libertado por outra decisão de Gilmar Mendes, em junho. O  prefeito de Mauá é alvo de um processo de impeachment aberto em janeiro.

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