Tamanho do texto

Presidente definiu que haverá uma margem de idade mínima de 62 ou 65 anos para homens e 57 ou 60 anos para mulheres, com período de transição

Jair Bolsonaro afirmou que vai conversar com a equipe econômica, nesta quinta, a respeito da reforma da Previdência
Alan Santos/PR - 14.1.19
Jair Bolsonaro afirmou que vai conversar com a equipe econômica, nesta quinta, a respeito da reforma da Previdência

O presidente Jair Bolsonaro disse que pretende, ainda nesta quinta-feira (14), “bater o martelo” sobre a proposta do governo federal sobre a reforma da Previdência que será encaminhada ao Congresso Nacional. De acordo com ele, deve ser fixada a idade mínima de 62 ou 65 anos para homens e 57 ou 60 anos para mulheres, incluindo um período de transição.

“Eu não gostaria de fazer a reforma da Previdência , mas sou obrigado a fazer, do contrário o Brasil quebrará em 2022 ou 2023”, afirmou o presidente em entrevista exclusiva à TV Record na noite desta quarta-feira (13). Ainda na mesma entrevista, Bolsonaro falou sobre a sua saúde, sobre Brumadinho e também sobre a recente crise estabelecida no PPS .

A definição do texto final para as mudanças na Previdência depende ainda de uma reunião que Bolsonaro terá pela tarde de hoje com a sua equipe econômica. Ainda segundo o presidente,  as regras aplicadas às Forças Armadas serão estendidas aos policiais militares e bombeiros.

Bolsonaro não adiantou qual será exatamente a idade mínima para homens e mulheres, mas assegurou que o período de transição será fixado. No caso da idade mínima maior – 60 anos para mulheres e 65 para homens, a transição será de 2022 a 2023. “Vou conversar com a equipe econômica”, acrescentou.

Leia também: Mudança na Lei Rouanet será submetida a Bolsonaro, diz ministro

O presidente teve alta médica ontem, após passar 17 dias internado para a sua terceira cirurgia, na qual foi submetido para a retirada da bolsa de colostomia. Segundo ele, o período mais difícil foi o da recuperação no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. O presidente lembrou ainda que passou por uma pneumonia, o que atrasou a saída do hospital.

“[O médico disse que] não se lembra de ter encontrado um intestino com mais aderência do que o meu”, afirmou. “Mas estamos prontos para voltar ao batente.”

Leia também: Bolsonaro destaca manifestação da AGU contra criminalização da homofobia no STF

Agora, o presidente ficará, nos primeiros dias, no Palácio da Alvorada, a residência oficial, com supervisão médica e retomará gradualmente as atividades, segundo o porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros. No entanto, o próprio presidente já reforçou que a  reforma da Previdência será a sua prioridade na volta a Brasília.

* Com informações da Agência Brasil.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.