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Deputado Capitão Augusto vai se reunir com o ministro Sérgio Moro para propor que as pastas trabalhem de forma independente, o que, segundo o parlamentar, dará força a segurança pública e ao combate à corrupção

Capitão Augusto, líder da
Valter Campanato/Agência Brasil
Capitão Augusto, líder da "Bancada da Bala", pede a separação da pasta de Segurança Pública do Ministério da Justiça


O deputado federal Capitão Augusto (PR-SP) vai se reunir com o ministro Sérgio Moro na próxima terça-feira (12) para defender a separação da Segurança Pública do Ministério da Justiça. Presidente da Frente Parlamentar de Segurança (conhecida como “Bancada da Bala” no Congresso), o deputado quer que o ministro fique centrado apenas no combate a injustiças e corrupção no Brasil.

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A união do Ministério da Justiça com o de Segurança Pública foi um pedido justamente de Sérgio Moro ao aceitar o convite de Jair Bolsonaro para assumir as pastas. Na época, o então juiz entendeu que os dois assuntos precisam andar juntos. Capitão Augusto , porém, acredita que a atitude tirou força das políticas voltadas exclusivamente à segurança no País.

O Ministério da Segurança Pública surgiu em 2018, pouco antes da intervenção federal no Rio de Janeiro, Na época, Michel Temer atendeu a um pedido da “ Bancada da Bala ”, que via a necessidade de políticas voltadas exclusivamente à área.

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Policial militar, o deputado foi eleito por São Paulo e chegou a ser pré-candidato à presidência da Câmara dos Deputados, mas desistiu antes mesmo da realização do pleito.

Na ideia do capitão, as polícias civis e militares ficariam a cargo do Ministério da Segurança Pública, responsável por fazer a integração entre elas. Já o Ministério da Justiça teria o poder sobre a Polícia Federal , sobretudo no combate a crimes de corrupção e colarinho branco, tão destacados por Sérgio Moro.

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Apesar de ter aceito a conversa com Capitão Augusto , Sérgio Moro já deu mostras de que não concorda com a proposta. Ao anunciar nomes de sua pasta, o ministro garantiu que o trabalho integrado entre Polícia Federal, Civil e Militar traz garantias maiores de combate ao crime e, ao mesmo tempo, à corrupção.

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