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Em entrevista à revista Veja, Ricardo Vélez Rodríguez chamou brasileiros de "canibais" e irritou parlamentares, que pedem uma resposta na Câmara

Ricardo Vélez Rodríguez chamou brasileiros de
Divulgação/MEC
Ricardo Vélez Rodríguez chamou brasileiros de "canibais" em entrevista à Veja


O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, pode ser convocado a dar explicações na Câmara dos Deputados após afirmar, em entrevista à revista Veja, que o brasileiro é “canibal” e “rouba as coisas” por onde passa. O deputado federal Alessandro Molon (PSB-RJ) diz já ter conseguido assinaturas suficientes para forçar o presidente da Casa, Rodrigo Maia, a chamar Vélez ao plenário da Casa.

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Ricardo Vélez Rodríguez é colombiano, mas se naturalizou brasileiro. Professor universitário, foi indicado a Jair Bolsonaro para comandar o MEC por Olavo de Carvalho, o filósofo considerado “guru” da direita brasileira.

Em um vídeo postado em seu Twitter, Alessandro Molon chama a declaração do ministro de inaceitável e lembra que ele não é brasileiro.

“São declarações inaceitáveis de um ministro estrangeiro que é naturalizado e não respeita os brasileiros”, disse o deputado.

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Na polêmica entrevista à Veja, o ministro conta que é necessária mais educação aos brasileiros, que “rouba coisas dos hotéis, rouba o assento salva-vidas do avião; ele acha que sai de casa e pode carregar tudo. Esse é o tipo de coisa que tem de ser revertido na escola”.

Também por meio de seu Twitter, Molon confirmou que já obteve o número necessário de assinaturas e que espera que o ministro peça desculpas a todos os brasileiros na Câmara, como já fizeram outros ministros de governos anteriores.

“Conseguimos as assinaturas necessárias! Vamos avançar para garantir que o ministro da Educação preste esclarecimentos no plenário da Câmara sobre as absurdas ofensas aos brasileiros”, escreveu o parlamentar.

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Esta é a terceira polêmica envolvendo Ricardo Vélez Rodriguez . A primeira aconteceu quando o ministro autorizou a edição de um edital que permitia que os livros didáticos trouxessem erros de português e não necessitassem de referências bibliográficas. Depois Rodríguez declarou que não é possível que a universidade chegue a todos os brasileiros.

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