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Ex-presidente foi indicado pelo ativista argentino Adolfo Pérez Esquivel como candidato ao prêmio; segunda sentença é sobre sítio de Atibaia

Gleisi Hoffmann disse que a segunda sentença contra o ex-presidente Lula foi proferida “a jato”
Reprodução/Twitter
Gleisi Hoffmann disse que a segunda sentença contra o ex-presidente Lula foi proferida “a jato”

A presidente do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann, comentou nesta quarta-feira (6) a segunda condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no âmbito da Operação Lava Jato. Para a petista, a “perseguição a Lula não para” e afirmou que a sentença foi proferida “exatamente quando cresce a possibilidade de Lula ser Nobel da Paz”.

O ex-presidente foi indicado pelo ativista argentino Adolfo Pérez Esquivel, ganhador do Nobel da Paz em 1980, como candidato ao prêmio . Em seu comentário, Gleisi Hoffmann disse ainda que a segunda sentença foi proferida “a jato”.

Lula foi condenado nesta quarta-feira (6) pela segunda vez em ação penal da Operação Lava Jato. A juíza Gabriela Hardt impôs ao petista pena de 12 anos e 11 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do sítio de Atibaia.

Em sentença de 360 páginas, a magistrada entendeu que Lula praticou o crime de lavagem ao supostamente ter sido beneficiado por valor superior a R$ 1 milhão empregado em reformas realizadas pela Odebrecht e pela OAS no sítio Santa Bárbara, frequentado pelo ex-presidente e por sua família no interior de São Paulo. O imóvel, no papel, pertence ao empresário Fernando Bittar, que também foi condenado.

Já o crime de corrupção atribuído ao ex-presidente , segundo apontou a juíza Gabriela Hardt , foi cometido por meio da assinatura de quatro contratos da Odebrecht com a Petrobras que envolveram repasse de R$ 85,4 milhões ao "núcleo de sustentação" da Diretoria de Serviços da estatal, diretoria essa vinculada ao Partido dos Trabalhadores (PT) por meio da atuação de Renato Duque e Pedro Barusco.

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Além de Gleisi Hoffmann , outros petistas sairam em defesa de Lula. O ex-senador Lindbergh Farias, por exemplo, afirmou que “querem que o Lula morra na cadeia”. “É uma justiça partidarizada. Lula já estava condenado antecipadamente. Alguém tinha alguma dúvida que o desfecho era esse? Querem que o Lula morra na cadeia. Ele é muito perigoso porque representa e fala no coração do povo pobre desse país. O mundo inteiro sabe que Lula é um preso político”, escreveu Lindbergh.

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