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"Não dei a pasta, mas dei flores", disse a senadora ao presentear o colega

Senadora Kátia Abreu levou buquê de rosas para Davi Alcolumbre como um pedido de desculpas
Carlos Bruno/Assessoria Telmário Mota
Senadora Kátia Abreu levou buquê de rosas para Davi Alcolumbre como um pedido de desculpas

A senadora Kátia Abreu (PDT-TO) entregou neste sábado (2) um buquê de flores para o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), candidato à presidência do Senado. O gesto foi um pedido de desculpas durante a sessão de eleição do presidente do Senado. "Não dei a pasta, mas dei flores", afirmou Kátia ao entregar o presente.

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Davi Alcolumbre presidia a sessão no Senado quando a senadora Kátia Abreu o interrompeu, subiu à mesa e 'roubou' a pasta, impedindo-o de continuar. A senadora questionava a legitimidade de Alcolumbre como presidente da sessão.

Ela e outros senadores argumentavam que ele não poderia presidir a mesa por ser candidato na disputa. Ao receber o buquê de rosas,  Davi Alcolumbre  disse que perdoava a senadora.

Na sessão de ontem (1ª) do Senado, os ânimos ficaram exaltados. Os senadores deveriam eleger o novo presidente da Casa, mas um impasse sobre a maneira como deveria ocorrer a votação arrastou a sessão até que ela foi suspensa, por volta das 22h. Os parlamentares discordavam se o voto deveria ser aberto ou secreto.

Depois de horas de discussões, 50 senadores decidiram pelo voto aberto, a maioria entre os 81. No entanto, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF) a tendeu aos pedidos do MDB e do Solidariedade , determinando que o voto seja secreto.

A sessão foi retomada na manhã deste sábado (2) e o impasse sobre a votação continuava. Mesmo com a decisão de Tofolli, os parlamentares continuaram a debater sobre a forma de votação. Decidiu-se, então, que os votos seriam feitos por cédulas de papel.

O voto por cédulas foi ideia da senadora Selma Arruda (PSL-MT). A proposta foi uma forma que os senadores encontraram para que os que quisessem abrir o voto pudessem mostrar o papel. Portanto, a votação será secreta, mas eles poderão expor o voto.

Nove senadores apresentaram sua candidatura para a presidência do Senado: Renan Calheiros (MDB-AL), Davi Alcolumbre (DEM-AP), Major Olímpio (SDD-SP), Fernando Collor (PROS-AL), Simone Tebbet (MDB-MS), Alvaro Dias (PODEMOS-PR), Espiridião Amin (Progressistas-SC), Angelo Coronel (PSD-BA) e Reguffe (Sem partido-DF). Ao longo do dia, Álvaro Dias, Major Olímpio e Simone Tebbet desistiram de suas candidaturas .

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