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Filho do ex-prefeito do Rio Cesar Maia, deputado assumiu presidência da Câmara após cassação de Cunha e garantiu hoje mais dois anos no posto; articulador habilidoso, Maia discursa em defesa de reformas e modernização

Rodrigo Maia declarou apoio a agenda econômica de Bolsonaro e falou sobre a Reforma da Presidência
Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Rodrigo Maia declarou apoio a agenda econômica de Bolsonaro e falou sobre a Reforma da Presidência

O deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi  reeleito presidente da Câmara dos Deputados na noite desta sexta-feira (1ª), com 334 votos. O parlamentar deve ficar à frente da Câmara até fevereiro de 2021 e prometeu se comprometer com a agenda de reformas do governo de Jair Bolsonaro (PSL).

Formado em Economia, Rodrigo Maia , de 48 anos de idade, é deputado federal pelo Rio de Janeiro há seis legislaturas. Foi eleito para o primeiro mandato em 1998. Tentou se eleger prefeito do Rio em 2012, tendo Clarissa Garotinho (PR-RJ) como vice.

Maia também ocupou o cargo de secretário de Governo do Rio de Janeiro (1997-1998) e de secretário municipal do Governo do Rio de Janeiro (1996). Antes de chegar ao Democratas (DEM), o parlamentar foi filiado ao PFL e ao PTB. Maia assumiu a presidência nacional do DEM, partido que ajudou a criar, em 2007. No início de 2018, chegou a cogitar ser candidato à Presidente  da República, mas ideia não avançou.

Filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro Cesar Maia (DEM), o presidente da Câmara está em seu terceiro mandato como presidente da Câmara . O parlamentar assumiu o cargo pela primeira vez, em julho de 2016, para cumprir um mandato tampão em substituição ao deputado  cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Durante o primeiro e o segundo mandato, Rodrigo Maia teve uma atuação favorável ao governo de Michel Temer
Lula Marques/Agência PT - 2.2.2017
Durante o primeiro e o segundo mandato, Rodrigo Maia teve uma atuação favorável ao governo de Michel Temer

Durante o primeiro e o segundo mandato, Maia teve uma atuação favorável ao governo de Michel Temer e ajudou a articular votações importantes como a da PEC do Teto de Gastos. Para alcançar o terceiro mandato, o deputado trabalhou em uma grande campanha durante o recesso, inclusive tentando o apoio PT e tendo que lidar com membros do próprio partido que era contra sua candidatura.

Fechado com a proposta da reforma da Previdência, Maia conquistou rapidamente a confiança da base do governo Bolsonaro. O PSL, partido do presidente, ao lado de PRB, PSD, PROS, PPS e do próprio DEM foram os primeiros a declarar apoio ao candidato. Partidos considerados neutros como PSDB, Podemos e PR também fecharam no grupo de Maia.

Até partidos de esquerda apoiaram Maia, como o PCdoB que justificou em carta o seu apoio ao parlamentar do DEM. “Para receber o apoio do bloco da esquerda e do centro, Maia se comprometeu com uma gestão na presidência da Casa que garanta o respeito ao regimento interno, assegurando espaços à oposição e à minoria. Assumiu, também, o compromisso de atuar para garantir o equilíbrio entre os três Poderes da República, restaurando as prerrogativas e a força do Poder Legislativo”, justificou a legenda.

No DEM, Maia driblou o recém deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) que também queria ser candidato a presidência da Casa, mas acabou apoiando Marcel van Hattem do partido Novo.

Na Justiça, Rodrigo Maia já foi citado em delações e acusado de caixa 2 de R$ 350 mil da Odebrecht em 2008. Ele também é apontado com “Botafogo” na planilha da empreiteira e é investigado junto ao senador Renan Calheiros e ao ex-senador Romero Jucá caixa 2 da Odebrecht em troca de favorecimento da empresa em medidas provisórias.

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