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Democrata obteve 334 votos na disputa desta sexta-feira e garantiu terceira vitória em menos de três anos; deputado convocou governadores e prefeitos para discussões em Brasília e defendeu modernização e simplificação das leis

Eleito para substituir Cunha em 2016, Maia venceu de novo em 2017 e chegou à terceira vitória na Câmara dos Deputados
Valter Campanato/Agência Brasil - 1.2.19
Eleito para substituir Cunha em 2016, Maia venceu de novo em 2017 e chegou à terceira vitória na Câmara dos Deputados

Reeleito nesta sexta-feira (1ª) para mais dois anos à frente da presidência da Câmara, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) pregou diálogo e defendeu uma agenda de reformas e de "modernização" no País.

Emocionado em seu discurso após vencer, ainda no primeiro turno, com 334 votos, Rodrigo Maia  agradeceu aos seus apoiadores e enalteceu sua vitória com o apoio de parlamentares antigos e estreantes na Câmara.

"Eu tive a oportunidade de reafirmar o meu compromisso com aqueles que renovaram os seus mandatos e tive a oportunidade de conhecer os novos. Teremos muito desafios. A Câmara , que é a casa do povo, precisa de modernização, de modernização, de modernização. Na nossa relação com a sociedade, nos nossos instrumentos de trabalho. Precisamos modernizar nossas leis, simplificá-las e precisamos comandar as reformas de forma pactuada", disse.

Para além dos deputados, Maia defendeu que haja diálogo constante também com governadores e prefeitos. "Nada vai avançar nesse pais se não trouxermos ao debate aquele que estão governando", disse. "Por isso, precisamos de todas as correntes partidárias para que essa pactuação não sirva apenas à União, mas também aos estados e municípios".

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O discurso pós-vitória ecoa o que o próprio Maia havia dito pouco mais cedo, quando ele tentava convencer seus pares no plenário da Câmara. Ali, o democrata disse que a Casa precisava de alguém com "experiência, equilíbrio e diálogo".

"O Brasil foi capturado por corporações públicas e privadas e hoje o Estado brasileiro perdeu condições de investir na vida dos brasileiros. Não sei qual é o melhor projeto para a educação, se é como pensa a esquerda ou como pensa a direita. Mas, se não reformamos, nem a esquerda e nem a direita conseguirão mudar a educação neste País. Por isso, volto a essa tribuna com muita honra e muita emoção pedindo o voto de cada deputado e cada deputada. As reformas não são simples, mas elas são necessárias", pregou Maia. 

"Para renovar este país, nós precisamos ter muita clareza no que fazer. Mas tem uma palavra que precisa ser um mantra: modernizar. Modernizar o Poder Legislativo, as nossas leis, o Poder Executivo. Nós, representantes do povo, precisamos comandar essa pauta de mudanças", complementou.

A vitória de Maia neste início de legislatura era dada como certa antes mesmo da abertura da sessão. Articulador hábil, o filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro Cesar Maia chegou à disputa com um bloco de apoio que reunia 11 partidos e mais de 300 parlamentares.

Maia arregimentou seu time de apoiadores durante o recesso legislativo, quando conquistou o apoio de bancadas de peso como o MDB (que tem 34 deputados) e o partido do presidente da República, Jair Bolsonaro, o PSL, que detém a segunda maior bancada da Casa, com 52 parlamentares eleitos.

Mesmo partidos da oposição ao governo manifestaram apoio à candidatura de Maia. Foi o caso do PCdoB, partido que cedeu Manuela D'Ávila, a candidata a vice na chapa de Fernando Haddad (PT) na eleição presidencial de 2018. Também constou no ról de apoiadores de Maia o PDT, partido que lançou Ciro Gomes à Presidência no ano passado.

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Aos 48 anos de idade, Rodrigo Maia venceu as últimas três disputas para a presidência da Câmara. A primeira delas se deu no fim de 2016 para um mandato tampão em substituição a Eduardo Cunha (MDB-RJ) que era o líder da Casa, mas que acabou cassado em razão de quebra de decoro parlamentar.

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