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Atual presidente da casa diz que pretende diminuir a radicalização política e conversar com todas as correntes ideológicas; time de apoiadores é diverso

Propondo
Tânia Rêgo/Agência Brasil - 2.3.18
Propondo "diálogo", Maia oficializou sua candidatura à presidência da Câmara

O atual presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), oficializou, nesta quinta-feira (31), sua candidatura para se manter no cargo durante o biênio 2019/2020. O pleito acontece nesta sexta-feira (1º), dia de retomada dos trabalhos na casa.

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Presidente da Câmara desde 2016, Maia  é bem quisto pela maioria dos partidos e considerado um grande negociador. Ao anunciar que pretende se manter no comando da Mesa Diretora. o deputado disse que pretende combater a radicalização política e fortalecer o diálogo.  “Amanhã, o Parlamento vai decidir quem vai presidir a Câmara. Meu perfil é de equilíbrio, capacidade de diálogo, de conversar com todas as correntes políticas e ideológicas”, disse Maia.

Fechado com a proposta da reforma da Previdência, Maia  conquistou rapidamente a confiança da base do governo Bolsonaro. O PSL, partido do presidente, ao lado de PRB, PSD, PROS, PPS e do próprio DEM foram os primeiros a declarar apoio ao candidato. Partidos considerados neutros como PSDB, Podemos e PR também fecharam no grupo de Maia

Outras chapas que resolveram apoiar o atual presidente da Câmara foram o MDB, o PP e o PDT, partidos que podem ser considerados de oposição. Aliado histórico do PT e declaradamente de esquerda, o PCdoB também fechou coalisão com o candidato do democratas.

Derrotado no segundo turno das eleições presidênciais, o Partido dos Trabalhadores prometeu ser o maior oposicionista durante o governo Bolsonaro O PT vinha negociando apoio à candidatura de Maia, com a promessa de ter espaço na Mesa Diretora da Casa, no entanto, com o apoio do PSL, os petistas desistiram de um acordo.

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A ideia do partido era fechar uma coalisão de esquerda em torno da candidatura do Psolista Marcelo Freixo. O PT contava com a participação de PDT, PSB e, principalmente, do PCdoB, seu maior aliado histórico. A negativa dos partidos deixou os petistas ainda mais isolados dentro do legislativo. PT e PSOL ainda, já acordados, devem apoiar Freixo, enquanto o PSB ainda não se posicionou.

Sem um  adversário com o seu calibre político e com o apoio da maior parte dos partidos importantes, Rodrigo Maia  deve conquistar o presidência da Câmara com alguma folga nesta sexta-feira.