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Sigla comunista e PDT já indicaram que devem apoiar a candidatura do deputado do DEM à presidência da Câmara; base do governo já fechou união

Rodrigo Maia parece ser a maior unanimidade entre os políticos brasileiros
Luis Macedo/Câmara dos Deputados - 24.5.2017
Rodrigo Maia parece ser a maior unanimidade entre os políticos brasileiros

Em um dos momentos mais divisivos da história da política brasileira, um nome ainda parece ser consenso entre as principais lideranças partidárias do País: esse homem é o deputado federal Rodrigo Maia (DEM), que será novamante candidato à presidência da Câmara e deve contar com a apoio da grande maioria das siglas importantes.

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Fechado com a proposta da reforma da Previdência e bom negociador, Rodrigo Maia  conquistou rapidamente a confiança da base do governo Bolsonaro. O PSL, partido do presidente, ao lado de PRB, PSD, PROS, PPS e do próprio DEM foram os primeiros a declarar apoio ao candidato. Posteriormente, partido considerados neutros como PSDB, Podemos e PR também fecharam no grupo de Maia.

Agora, duas siglas importantes da oposição à Bolsonaro também já sinalizaram que devem apoiar a reeleição de Maia: PCdoB e PDT. Os dois partidos ainda não anunciaram oficialmente seu apoio ao candidato do DEM, mas acenaram durante essa semana.

"Momento é de fazer composições políticas que permitam nosso combate", disse a presidente do PCdoB, Luciana Santos. O PDT também acertou um indicativo à campanha de Maia. Os dois partidos ainda vão fazer uma reunião entre si, e também com o PSB para definir o posicionamento do bloco, que deverá formar bloco com o PSL sem sair da oposição ao governo.

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Na última quinta-feira (10), o PSB havia descartado a ideia de entrar no time de Maia. "Houve a adesão, que ele [Maia] aceitou, do PSL, sem que ele tivesse discutido com nenhum de seus apoiadores e isso inviabiliza completamente nosso apoio a ele", afirmou Carlos Siqueira, presidente do partido. No entanto, a sigla tende a ceder à pressão dos aliados e também declarar apoio ao candidato do DEM.

PT fica ainda mais isolado ao não apoiar Rodrigo Maia

PT tinha acordo quase fechado para apoiar Rodrigo Maia, mas desistiu após entrada do PSL no bloco
Ricardo Stuckert
PT tinha acordo quase fechado para apoiar Rodrigo Maia, mas desistiu após entrada do PSL no bloco

Derrotado no segundo turno das eleições presidênciais, o Partido dos Trabalhadores prometeu ser o maior oposicionista durante o governo Bolsonaro O PT vinha negociando apoio à candidatura de Maia, com a promessa de ter espaço na Mesa Diretora da Casa, no entanto, com o apoio do PSL, os petistas desistiram de um acordo.

Gleisi criticou o presidente Jair Bolsonaro sobre o acordo do PSL com Maia. "Não durou 24 horas o discurso de Bolsonaro de rompimento com a velha política. Hoje foi selado pelo PSL um acordão, envolvendo cargos, com os partidos políticos que ele tanto criticou", escreveu.

A ideia do partido era fechar uma coalisão de esquerda em torno da candidatura do Psolista Marcelo Freixo. O PT contava com a participação de PDT, PSB e, principalmente, do PCdoB, seu maior aliado histórico. A negativa dos partidos deixou o PT ainda mais isolado dentro do legislativo.

Sem um  adversário com o seu calibre político,  com o apoio da maior parte dos partidos importantes e ainda aguardando a coalisão quase certa com siglas como o PP e o MDB, Rodrigo Maia deve conquistar o presidência da Câmara com alguma folga.


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