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Marcel Van Hattem foi escolhido pelo Novo para concorrer à presidência da Câmara; ex-filiado do PP, deputado fundou o MBL (Movimento Brasil Livre) no Rio Grande do Sul e apoiou o impeachment de Dilma Rousseff em 2016

Marcel Han Hattem foi um dos fundadores do MBL (Mvimento Brasil Livre) no Rio Grande do Sul
Divulgação/ALRS
Marcel Han Hattem foi um dos fundadores do MBL (Mvimento Brasil Livre) no Rio Grande do Sul


Insatisfeito com as propostas dos atuais candidatos à presidência da Câmara dos Deputados, o Partido Novo decidiu ter candidatura própria para presidir a Casa, justamente na primeira legislatura em que terá representantes.  O nome escolhido é de Marcel Van Hattem, deputado federal eleito pelo Rio Grande do Sul. O curioso é que o parlamentar é um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL), mesma organização de Kim Kataguiri (DEM), outro deputado eleito que pretende assumir a Mesa Diretora.

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Ao lançar sua candidatura à presidência da Câmara , Kim Kataguiri afirmou que tinha o apoio do MBL e, por isso, não se importava se Rodrigo Maia, outro candidato, é do mesmo partido que o seu.

De acordo com nota enviada pelo partido Novo , as principais bandeiras defendidas pela candidatura de Marcel Van Hattem são:  reforma da previdência; reforma política, prioritariamente com o fim do fundo partidário; cortes de gastos na própria Câmara; e valorização do trabalho dos deputados, com menos comissões, mais clareza no regimento, entre outros temas.

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Além disso, o partido afirma que é totalmente contrário ao aumento do salário dos parlamentares, conforme abaixo-assinado lançado pela sigla.  

“Tivemos tempo para ouvir e debater todas as propostas que foram apresentadas até agora, por isso essa candidatura é tão importante. Ela representa um projeto da nova política e da mudança”, afirmou Marcel Van Hattem.

A eleição para presidente da Câmara dos Deputados promete ter vários candidatos. Além da escolha do Novo, já declararam vontade em presidir a casa Rodrigo Maia (DEM), Kim Kataguiri (DEM), Marcelo Freixo (Psol), Fábio Ramalho (MDB), João Henrique Caldas (PSB), João Campos (PRB), Ricardo Barros (PP), Arthur Lira (PP), Alceu Moreira (MDB) e Capitão Augusto (PR).

Com apoio do PSL – partido do presidente Jair Bolsonaro – e atual presidente, Rodrigo Maia surge como favorito. Ele já presidiu a Casa em duas legislaturas e o comandante desde que Eduardo Cunha (MDB) renunciou ao cargo, em 2016.

Em sua primeira eleição nacional, o Partido Novo conseguiu eleger oito deputados federais e obteve o maior êxito em Minas Gerais, com Romeu Zema sendo eleito governador.  O candidato da sigla à presidência, João Amoêdo, porém, terminou na quinta posição, com 2,5% dos votos válidos.

Forte na organização de manifestações  a favor do impeachment de Dilma Rousseff em 2016, o MBL conseguiu eleger vários de seus principais representantes. Além de Kim Kataguiri e Marcel Van Hattem, o movimento tem outros filiados eleitos, caso, por exemplo, de Vinicius Poit (Novo).

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