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Marcelo Camargo/ABr
Deltan Dallagnol não concorda com decisão de Fux sobre o caso Queiroz


O procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Operação Lava Jato em Curitiba, criticou a decisão liminar proferida pelo vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, a respeito da investigação sobre Fabrício Queiroz. O ministro decidiu nesta quinta-feira (17)  suspender a apuração conduzida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) a respeito de movimentações financeiras do ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL), filho do presidente Jair Bolsonaro.

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"Com todo o respeito ao ministro Fux, não há como concordar com a decisão, que contraria o precedente do próprio STF", considerou Deltan Dallagnol , citando julgamento realizado em maio do ano passado pelo plenário do Supremo, que tornou a prerrogativa do foro mais restrita.

O foro especial foi o principal argumento utilizado pela defesa de Flávio Bolsonaro na reclamação que resultou na liminar de Fux, conforme reportado pelo jornal O Estado de São Paulo .  

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"Tratando-se de fato prévio ao mandato, não há foro privilegiado perante o STF . É de se esperar que o ministro Marco Aurélio reverta a liminar”, escreveu Deltan em seu perfil no Twitter.

Entenda o caso e o motivo da crítica de Deltan Dallagnol

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Reprodução
Fabrício Queiroz foi assessor de Flávio Bolsonaro durante seu trabalho na Alerj e, segundo Deltan Dallagnol, precisa ser investigado


Segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão responsável por identificar movimentações financeiras, Fabrício Queiroz, ex-assessor parlamentar de Flávio Nantes Bolsonaro (PSL), recebia sistematicamente transferências bancárias e depósitos feitos por oito funcionários que trabalharam ou ainda trabalham no gabinete do deputado na Alerj. Os valores suspeitos giram em torno de R$ 1,2 milhão. O Ministério Público quer esclarecer essas movimentações.

Entre as movimentações financeiras atípicas registradas pelo Coaf, há também a compensação de um cheque de R$ 24 mil pago à primeira-dama, Michelle Bolsonaro, além de saques fracionados em espécie no mesmo valor dos depósitos suspeitos feitos nas respectivas vésperas.

O caso Queiroz reacendeu na última segunda-feira (14), com o procurador-geral do Rio de Janeiro, Eduardo Gussem, afirmando que poderia fazer a denúncia mesmo sem ouvir os envolvidos, baseado apenas em “provas documentais convincentes”. Diante da declaração, Flávio Bolsonaro entrou com pedido no STF para suspensão da investigação e recebeu a decisão favorável de Luiz Fux, o que irritou Deltan Dallagnol .

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