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De acordo com o ministro, maioria do efetivo está cuidando da crise no Ceará; governador paraense reiterou o pedido de ajuda federal em reunião

Governador paraense se reuniu com o ministro Sérgio Moro e reiterou o pedido de ajuda federal
Reprodução/ Facebook
Governador paraense se reuniu com o ministro Sérgio Moro e reiterou o pedido de ajuda federal

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, informou na noite desta quarta-feira (16) que “no momento” não poderá atender ao  pedido do governador do Pará, Helder Barbalho, para que homens da Força Nacional sejam enviados ao estado.

Segundo Sérgio Moro , como a Força Nacional está atuando na crise da segurança no Ceará e é necessário manter contingente de reserva em Brasília, “não seria possível no momento atender, infelizmente, a solicitação”.

Mais cedo, o governador paraense se reuniu com o ministro e reiterou o pedido de ajuda federal. Pelas redes sócias, Barbalhou indicou que a Força Nacional pode ser enviada ao estado nos próximos meses. “De imediato, Moro vai enviar um oficial federal para traçar o planejamento da estratégia que será implantada no Estado. O prazo inicial é que a chegada da tropa seja em março. O ministro sinalizou que vai cooperar para a construção um ambiente seguro no Pará”, escreveu.

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No começo do ano, Barbalho requereu o envio de 500 integrantes da Força Nacional para atuação “imediata” pela necessidade de preservar a ordem pública e contribuir na estruturação das forças de segurança pública no estado. O pedido também indicou a duração do apoio em seis meses.

Segundo o Atlas da Violência 2018, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), a taxa de homicídios do estado no último dado disponível (relativo a 2016) era de 50,8 por 100 mil habitantes. O estado foi o quarto no ranking nacional neste indicador, perdendo para Rio Grande do Norte (53,2), Alagoas (54,2) e Sergipe (64,7).

Ainda segundo o Atlas, entre 2006 e 2016, o aumento da taxa de homicídios no Pará foi 74,4%. Tiveram alterações maiores no mesmo período Ceará (86,3%), Bahia (97,8%), Acre (93,2%), Tocantins (119%), Sergipe e Maranhão (121%) e Rio Grande do Norte (256,9%).

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Em um evento interno do ministério no último dia 4, Sérgio Moro afirmou que muitos Estados devem fazer pedidos semelhantes. "Nos poucos dias desde que assumimos o ministério, já pudemos perceber o quanto a Força Nacional vai ser demandada e o quanto nós vamos ter de trabalhar com ela, para que ela possa prestar o melhor serviço possível e que ela tenha as melhores condições para realizar o melhor serviço à população", disse.

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