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Presidentes da argentina e do Brasil devem falar sobre os novo rumos do Mercosul e as crises política, econômica e migratória da Venezuela

Macri e Bolsonaro vão se reunir em Brasília nesta quarta-feira (16)
Reprodução/Diário Popular
Macri e Bolsonaro vão se reunir em Brasília nesta quarta-feira (16)

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, e uma comitiva de cinco ministros devem chegar  ao Brasil nesta terça-feira. Macri irá se reunir pela primeira vez com o presidente Jair Bolsonaro, desde que o brasileiro tomou posse em 1º de janeiro.  O encontro está agendado para a quarta-feira (16).

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De acordo com a Casa Rosada, a Presidência da República da Argentina, Macri e comitiva saem de Puerto Madryn (Chubut) hoje à tarde em direção a Brasília, sem escala na capital Buenos Aires.

A delegação oficial da Argentina reúne cinco ministros Nicolás Dujovne (Fazenda), Patricia Bullrich (Segurança), Dante Sica (Produção), Oscar Aguad (Defesa) e Jorge Faurie (Relações Exteriores).

A crise migratória venezuelana é um dos temas que preocupa tanto o Brasil quanto a Argentina. Anos de desabastecimento, uma hiperinflação de um milhão por cento, e o avanço do presidente venezuelano, Nicolás Maduro , sobre as demais instituições democráticas, já expulsaram três milhões de pessoas do país, que ainda é dono de uma das maiores reservas de petróleo do mundo.

Reeleito em maio, numa votação questionada pela oposição e por boa parte da comunidade internacional, Maduro assumiu o novo mandato no dia 10 de janeiro. A vitória do ditador não foi reconhecida pela União Europeia, pelos Estados Unidos e por vários países latino-americanos.

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No dia 3 de janeiro, o chamado  Grupo de Lim a, formado pelo Brasil, pela Argentina e mais 12 países e criado para buscar uma saída para a crise venezuelana, também já tinha  declarado que não há legitimidade no processo de reeleição do venezuelano.

Outro tema que será abordado na reunião entre Jair Bolsonaro e Mauricio Macri é o futuro do bloco Mercosul, integrado também por Paraguai e Uruguai. O que está em discussão é uma forma de manter o bloco regional, mas encontrar uma fórmula que facilite a abertura dos mercados de seus membros a terceiros mercados .

A Argetina vive profunda crise financeira e deve ter dificuldades em cumprir a meta estabelecida pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), para continuar recebendo os desembolsos trimestrais de um empréstimo de US$ 56,3 bilhões, que o país negociou para fazer frente à crise cambial. O Brasil, maior parceiro comercial dos argentinos, terá papel importante na tentativa de Macri de recuperar a economia do país.

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