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Justiça carioca atendeu pedido do Ministério Público Estadual e bloqueou o total de R$ 45,6 milhões do político, que está preso desde novembro de 2018

O ex-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, teve R$ 45,6 milhões bloqueados pela Justiça
Tomaz Silva/Agência Brasil - 6.11.18
O ex-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, teve R$ 45,6 milhões bloqueados pela Justiça

A Justiça do Rio de Janeiro atendeu pedido do Ministério Público Estadual e decretou, nesta quarte-feira (9) o bloqueio de  R$ 45,6 milhões em bens do ex-governador do estado, Luiz Fernando Pezão.

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A determinação aconteceu por conta do processo em que Pezão é acusado de receber mais de R$ 11 milhões do Sindicato das Empresas de Ônibus Urbanos do Rio (Fetranspor), em troca de favorecimento aos interesses da entidade durante o seu mandato, entre 2015 e 2018.

De acordo com o Ministério Público Estadual (MP-RJ), após a saída do ex-governador Sérgio Cabral do cargo, Pezão assumiu  a liderança da organização criminosa instalada na administração do Rio, mantendo o seu funcionamento.

Ainda segundo o MP, a Fetranspor teve destaque entre as empresas que pagavam propina ao Poder Executivo durante as gestões de Cabral e Pezão, e isso se dava por ordem do ex-dirigente da entidade, José Carlos Lavouras, que também foi também denunciado no processo.

As investigações também apontam que Pezão indicou Luiz Carlos Vidal Barroso para recolher propina de empresários corruptores, enquanto Hudson Braga, que fazia o mesmo serviço para Cabral, continuou recebendo os pagamentos indevidos direcionados a conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) que também participavam do esquema.

O cálculo do valor bloqueado dos bens de Pezão se refere a R$ 11,4 milhões recebidos ilegalmente da Fetranspor , mais multa de R$ 34,2 milhões, equivalente ao triplo da propina recebida.

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A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 68 milhões em bens de Luiz Carlos Vidal Barros, Hudson Braga e José Carlos Lavouras. Já a Fetranspor teve R$ 34,2 milhões do seu patrimônio colocados sob indisponibilidade.

No último dia 19 de novembro o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Félix Fischer autorizou uma nova investigação contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, e outros 14 réus. Agora, a denúncia ira para a primeira instância. Ele poderá se tornar réu por  corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Todas as acusações são sobre desvios de verbas em obras públicas no estado do Rio de Janeiro. 

Luiz Fernando  Pezão  está preso preventivamente desde o dia 29 de novembro em uma cela especial do Batalhão da Polícia Militar, sob a acusação de ter  recebido propina de até R$ 39 milhões. A  permanência do emedebista no presídio mesmo após o fim de seu mandato foi  autorizada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, atendendo a pedido da defesa do ex-governador. As acusações contra o ex-governador apareceram nas investigações da Operação Boca de Lobo

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