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Nas alegações finais do Ministério Público Federal, procuradora ainda pede pena de 48 anos para Lúcio Vieira Lima, irmão de Geddel e participante do esquema de corrupção e lavagem de dinheiro descoberto pela Polícia Federal

R$ 51 milhões em dinheiro foi encontrado em bunker de Geddel Vieira Lima, seu irmão Lúcio e sua mãe Marluce
Divulgação/Polícia Federal
R$ 51 milhões em dinheiro foi encontrado em bunker de Geddel Vieira Lima, seu irmão Lúcio e sua mãe Marluce


A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou as alegações finais do Ministério Público Federal com relação ao processo que envolve o bunker de R$ 51 milhões encontrado em apartamento alugado pela família Vieira Lima. No pedido de condenação, Dodge pede que Geddel Vieira Lima tenha pena de 80 anos de prisão e seu irmão Lúcio 48 anos e 6 meses.

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Geddel Vieira Lima , Lúcio Vieira Lima, a mãe Marluce Vieira Lima e o empresário Luiz Fernando Machado Costa e Silva foram denunciados em dezembro de 2017 por lavagem de dinheiro e associação criminosa. Em uma busca em um dos apartamentos da família, que fica a um quilômetro da residência oficial de Marluce, a Polícia Federal encontrou R$ 51 milhões dentro de malas .

Ainda que todos os réus neguem a propriedade do dinheiro, digitais de Geddel foram encontradas nas notas presentes no bunker. O deputado e ex-ministro está preso desde dezembro de 2017 no presídio da Papuda , em Brasília.

Nas alegações finais, Raquel Dodge afirma que ‘apenas no caso envolvendo a Caixa Econômica Federal, a participação de Geddel teria rendido pagamentos de propina de R$ 170 milhões a agentes públicos’. “No caso do peculato, as investigações revelaram que até 80% dos salários pagos pela Câmara dos Deputados a Job Brandão ao longo de 28 anos era repassada à família. O próprio assessor, que colaborou com as investigações, confirmou as irregularidades”.

Dodge ainda sustenta que, de acordo com a investigação, o dinheiro encontrado no bunker é consequência de uma ação da família para ocultar as notas.

“Geddel, Lúcio e Marluce determinaram uma nova transferência deste dinheiro para o apartamento vizinho, de número 201, mantendo lá o depósito oculto e dissimulado desta elevadíssima soma de dinheiro, permanentemente, até 05/09/2017, ocasião em que a Polícia Federal, por ordem do Juízo da 10′ Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal, fez busca no local e apreendeu o numerário”, escreve.

A procurada defende que parte do dinheiro encontrado no bunker é resultado de corrupção praticadas desde 2010 e identificadas em duas operações da Polícia Federal: Lava Jato e Cui Bono.

Com os esclarecimentos, Dodge afirma que há provas de oito atos de lavagem de dinheiro por parte de Geddel que, somados, devem render uma condenação de 80 anos. Já Lúcio teria cometido cinco crimes de lavagem, por isso o pedido de pena menor, de 48 anos.

Em sua alegação final, a procuradora ainda pede que Geddel Vieira Lima tenha a manutenção da prisão preventiva e perca os direitos políticos, já que usufruiu destes para cometer os atos de corrupção.

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