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Futuro secretário da Casa Civil no governo Doria se diz tranquilo com as investigações sobre repasses a ele de R$ 56 milhões pelo Grupo J&F

Gilberto Kassab será secretário da Casa Civil no próximo governo Doria
Marcelo Camargo/ABr
Gilberto Kassab será secretário da Casa Civil no próximo governo Doria


Suspeito de receber R$ 58 milhões em repasses do grupo J&F, o atual ministro da Ciência, tecnologia e Comunicações, Gilberto Kassab (PSD) afirmou que cogita se licenciar da secretaria da Casa Civil de São Paulo no início do ano que vem. O cargo será ocupado após convite do futuro governador João Doria (PSDB). Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo , o político garantiu que está de consciência limpa e que o licenciamento dará maior tranquilidade para que o governador trabalhe.

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Na última quarta-feira (19), o apartamento de Gilberto Kassab foi alvo de mandado de buscas pela Polícia Federal. Na residência, foram encontrados R$ 300 mil em notas de dinheir o, que, segundo o ministro, foram sacados para que ele pudesse arcar com suas despesas após ter seus bens bloqueados.

“O primeiro pedido de bloqueio de bens foi no final do ano passado. Eu tinha de me preparar. Tenho os meus gastos, de uma maneira legal. Essa é a razão. Tudo isso traz um incômodo”, disse Kassab ao Estado .

Na mesma entrevista, o futuro secretário da Casa Civil do governo Doria diz que cogita se licenciar do cargo logo após a posse para dar tranquilidade ao governador. Além disso, ele garante que não se importa com o foro privilegiado que pode ser perdido.

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“Se eu me licenciar, é muito mais uma ação de respeito ao eleitor para ter liberdade e tempo. Como minha atuação é política, tanto faz se estou dentro ou fora do governo. (...)Não tenho nenhuma preocupação com o foro. Jamais tive. O foro praticamente acabou. Minha consciência está tranquila”, afirmou.

Gilberto Kassab é acusado, após delações de executivos, de ter recebido, em mesadas, R$ 56 milhões em repasses do Grupo J&F no período de 2010 e 2016. Os pagamentos teriam começado no período em que o político do PSD era prefeito de São Paulo. Ele nega as acusações.

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