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Fábio Ramalho (MDB) foi reeleito deputado e é o atual vice-presidente da Câmara; ele defende um aumento de 4% no salário dos parlamentares

Fábio Ramalho é vice-presidente da Câmara dos Deputados e candidato à presidência da Casa
Reprodução/Wikipedia
Fábio Ramalho é vice-presidente da Câmara dos Deputados e candidato à presidência da Casa

O deputado federal reeleito Fábio Ramalho (MDB-MG) defendeu aumento de 4% no salário dos parlamentares, o que elevaria os rendimentos mensais de deputados para R$ 39 mil. Ramalho é candidato à presidência da Câmara dos Deputados e atual vice de Rodrigo Maia (DEM-RJ), atual presidente da Casa. 

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"Nós precisamos que todos os deputados sejam reajustados como está sendo reajustado todos os outros poderes. Então, pediria ao senhor (presidente da Câmara, Rodrigo Maia) que tivéssemos uma reunião da mesa e que tratássemos do aumento que é constitucional, dentro da lei, para que todos os parlamentares tenham seu direito assegurado sobre tudo no salário", disse Fábio Ramalho  nessa quarta-feira (12).

O deputado também ameaçou a demissão de quem fez o cálculo do orçamento para a Câmara sem levar em conta o reajuste. “O diretor-geral da Casa fez um erro sobre a questão do CNE, temos de tomar uma posição e, se for o caso, até demiti-lo”, defendeu. Maia respondeu que iria analisar a questão. 

Atualmente, o salário dos deputados é de R$ 33,7 mil, além do auxílio-moradia de R$ 3.800 e cota parlamentar que varia de R$ 30,7 mil a R$ 45,6 mil, dependendo do Estado de origem. Eles também têm direito a verba de gabinete para contratação no valor total de R$ 78 mil e auxílio mudança, que é equivalente ao salário e pode ser recebido em dobro por aqueles que forem reeleitos.

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O deputado anunciou sua candidatura à presidência da Casa há três semanas. Ele defende  dar prioridade a reforma da previdência no início do governo de Bolsonaro, mas defende mudanças no texto que tramita na Câmara. "Temos que aprovar uma reforma benéfica para o Brasil", disse.

Em seu mandato, Fábio Ramalho votou a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), a favor da PEC do teto de gastos e da reforma trabalhista. Em agosto do ano passado, votou contra o processo que pedia a investigação do atual presidente Michel Temer por corrupção. 

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