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Filho do presidente eleito, o deputado arrancou aplausos da sua plateia ao dizer que a cúpula conservadora irá dizer "não ao socialismo e ao Foro de SP"

Eduardo Bolsonaro foi protagonista da cúpula conservadora que ele mesmo organizou, em Foz do Iguaçu, neste sábado
Reprodução/Facebook
Eduardo Bolsonaro foi protagonista da cúpula conservadora que ele mesmo organizou, em Foz do Iguaçu, neste sábado

Abrindo a Cúpula Conservadora das Américas, neste sábado (8), evento organizado por ele mesmo, o deputado reeleito Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) garantiu que o encontro tem a intenção de dar continuidade ao crescimento dos movimentos de direita no Braisil e em toda a América Latina.

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Segundo o filho do presidente eleito, o objetivo dessa cúpula é justamente o de não deixar que a guinada de direita no Brasil tenha tido seu fim nas eleições de outubro. "Nossa intenção é fazer com que esse movimento não acabe somente nessa eleição. É fazer algo permanente para que possamos ter um norte", disse Eduardo Bolsonaro .

O evento contou com uma plateia de cerca de 600 pessoas e ocorreu em Foz do Iguaçu, no Paraná. Ainda durante a cúpula, uma rápida videoconferência foi feita com o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), na qual ele criticou o socialismo e lembrou da facada sofrida durante campanha. 

A adesão da cúpula foi bem abaixo do total de 1.500 pessoas inscritas, gratuitamente, no site do evento. Com custo de aproximadamente R$ 300 mil, o evento foi bancado pela Fundação Indigo de Políticas Públicas, ligada ao PSL.

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No início, Eduardo arrancou aplausos da plateia ao dizer que a cúpula irá dizer “não ao socialismo e não ao Foro de São Paulo”, em referência à organização formada nos anos 80 por entidades e partidos de esquerda. “Não seremos a nova Venezuela”, encerrou o parlamentar.

Ainda durante a cúpula conservadora , pela tarde, o deputado federal surpreendeu os participantes do evento ao pedir a sua namorada,  a psicóloga Heloísa Wolf, em casamento. O filho de Bolsonaro se ajoelhou com a aliança em mãos, diante da plateia, e fez o pedido, que foi respondido com um sonoro sim.

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Ao final do evento, ficou acertado que a cúpula vai lançar a chamada “Carta de Foz”. O documento pretende elencar os principais pontos discutidos ao longo do sábado, servindo de diretriz para movimentos de direita no continente americano, segundo Eduardo Bolsonaro e os demais organizadores do evento.

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