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Presidente eleito acusava deputado federal do PSOL de injúria e calúnia em uma entrevista de agosto de 2017 para o jornal "O Povo", de Fortaleza

Jean Wyllys ficou livre de processo movido por Jair Bolsonaro
Gabriela Korossy/Câmara dos Deputados
Jean Wyllys ficou livre de processo movido por Jair Bolsonaro


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, arquivou o processo de Jair Bolsonaro contra o também deputado federal Jean Wyllys alegando “extinção de punibilidade”. A íntegra da decisão ainda não foi divulgada, mas o site do Supremo já confirma o arquivamento do caso.

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Bolsonaro acusava Jean Wyllys de calúnia e injúria devido a uma entrevista dada pelo político do PSOL ao jornal o Povo, de Fortaleza, capital do Ceará, em agosto de 2017. Na época, os dois parlamentares chegaram a trocar farpas em depoimentos no púlpito da Câmara dos deputados.

O presidente eleito fez uma queixa-crime em fevereiro deste ano afirmando que Wyllys não tinha imunidade parlamentar quando falou com o jornalista. Na entrevista, em nenhum momento o nome de Jair Bolsonaro é citado, mas, segundo a acusação, termos que se referem a ele foram usados.

O deputado federal do PSOL usou os termos “fascista”, “burro”, “corrupto” e “canalha” e deixou a entender que falava sobre uma pessoa tratada como “mito” por seus seguidores, que segundo o parlamentar, também exaltavam o fascismo e a intolerância.

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O curioso é que o advogado de Jair Bolsonaro no processo é Gustavo Bebbiano, ex-presidente do PSL e um dos seus principais apoiadores na campanha à presidência da República. Bebbiano será o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República .

Não foi a primeira vez que o capitão reformado e o político do PSOL trocaram acusações. Desde que Wyllys foi eleito deputado pela primeira vez, no mandato que começou em 2011, os dois se tornaram defensores de causas opostas. Homossexual, o ex-BBB luta por direitos dos LGBTs e dos Direitos Humanos, grupos que já foram criticados pro Bolsonaro.

Na votação pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff, o pesolista cuspiu na direção do deputado do PSL logo após o seu voto. Em sua defesa, Jean Wyllys afirmou que tinha sido xingado, difamado e provocado pelo adversário e seus apoiadores na Câmara.

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