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Presidente eleito diz que não há espaço para o senador em algum ministério, mas que não vai deixá-lo abandonado: "Ele tem o meu respeito e sabe disso"

Magno Malta fez campanha para Jair Bolsonaro ser eleito presidente, mas não será ministro
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Magno Malta fez campanha para Jair Bolsonaro ser eleito presidente, mas não será ministro


Depois de receber críticas do pastor Silas Malafaia por não indicar o senador Magno Malta (PR-ES) ao Ministério da Cidadania, Jair Bolsonaro afirmou que conta com a ajuda do político e que há espaço para ele no governo, mas não em um ministério. O presidente eleito deu a declaração em um evento da Comunidade católica Canção Nova, no interior de São Paulo.

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“O Magno Malta me ajudou muito e ele sabe que tem o meu respeito. Ele não vai ficar abandonado, mas, por outro lado, ele tem como participar do governo em outra função, fora de um ministério”, disse o presidente eleito.

Aliado de Bolsonaro durante toda a campanha à presidência, Magno Malta era apontado como um dos ministros e sua indicação ganhou ainda mais força depois que ele não conseguiu se reeleger para o Senado por Espírito Santo. O político ficou na terceira colocação, atrás de Fabiano Contarato (Rede) e Marcos do Val (PPS).

A repercussão ruim do nome de Magno Malta, entretanto, pesou na decisão de Jair Bolsonaro. O político é acusado de ter apoiado os governos de Lula e Dilma Rousseff, o que não agrada os apoiadores do presidente eleito.

Como teve apoio maciço da Bancada Evangélica, a tendência é que Bolsonaro se rendesse ao indicado pela mesma para o Ministério da Cidadania. Ao final, o escolhido foi o deputado federal Osmar Terra (MDB), ex-ministro do Desenvolvimento Social no governo de Michel Temer.

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"Não fiz campanha prometendo absolutamente nada para ninguém. Não temos como dar ministério para todo mundo. Gostaria, mas não seria producente", disse Bolsonaro.

No mesmo evento, Bolsonaro fez questão de ressaltar que é evangélico, mas respeita todas as religiões que existem no Brasil.

"O meu nome Messias veio por conta da gestação complicada da mãe, que era católica fervorosa”, explicou. Antes, o capitão reformado visitou o Santuário Nacional de Aparecida, em Aparecida do Norte, símbolo do catolicismo no País.

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Sem a reeleição, Magno Malta pode ficar fora da política a partir de fevereiro de 2019, quando encerra o seu mandato de senador. O parlamentar do PR também é pastor evangélico e cantor de música gospel.

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