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No Twitter, presidente eleito afirmou que, durante sua gestão, o País vai manter as suas relações de diplomacia, mas exigirá respeito à sua soberania

'Para voltarmos a crescer como nação precisamos fazer valer nossa soberania e nossas leis', escreveu hoje Bolsonaro
Marcelo Camargo/Agência Brasil - 14.11.18
'Para voltarmos a crescer como nação precisamos fazer valer nossa soberania e nossas leis', escreveu hoje Bolsonaro

Frente a reações exteriores como a do governo cubano, que decidiu suspender a parceira com o Brasil no Programa Mais Médicos, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, voltou a defender nesta segunda-feira (19) a manutenção dos valores, princípios e o que chamou de soberania brasileira.

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"Para voltarmos a crescer como nação precisamos fazer valer nossa soberania e nossas leis. Devemos respeitar o mundo todo, mas também ser respeitados. Seremos um Brasil amigo, mas que tem seus valores e princípios básicos”, afirmou Bolsonaro, em sua página no Twitter.

Nas últimas declarações de Bolsonaro sobre a parceria com Cuba, o presidente eleito tem ressaltado as condições de trabalho desenvolvido pelos profissionais cubanos, mas disse que só apresentará uma solução para a ausência dos médicos cubanos quando assumir o governo em 1º de janeiro.

Na mesma mensagem, Bolsonaro acrescentou que “o Brasil, paraíso de criminosos e fonte de renda de ditaduras desumanas, deverá dar lugar ao Brasil cujo brasileiro e as pessoas de bem serão nossa maior prioridade”.

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Hoje, logo cedo, em Brasília, a presença da deputada federal eleita por São Paulo, Joice Hasselmann, no gabinete de transição que funciona no Centro Cultural Banco do Brasil - CCBB - , em Brasília, desde o último dia 5, indicava que o assunto continuaria em debate ao longo da semana.

Antes de iniciar conversas no local, onde também estão reunidos o secretário geral da transição, Gustavo Bebbiano, e o vice presidente eleito general Hamilton Mourão, e o futuro ministro da Justiça, Sergio Moro, a parlamentar também usou a rede social para questionar a decisão do governo de Cuba sobre o Mais Médicos .

“Logo mais teremos uma conversa olho no olho sobre o que está por trás da decisão de Cuba de sair do programa Mais Médicos no Brasil às vésperas de Bolsonaro assumir a Presidência”, disse.

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Na nota, que sinaliza o assunto que a trouxe a Brasília, a deputada paulista alerta que a decisão pode ter “mais caroço do que vocês imaginam nesse angu”. Porém, ela não cita nada diretamente sobre a busca pela soberania brasileira frente aos outros países.

* Com informações da Agência Brasil.

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