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Pelo Twitter, órgão norte-americano cumprimentou o presidente eleito do Brasil e disse que profissionais cubanos vivem em "condições desumanas"

“Elogiamos o presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, por tomar posição contra o regime cubano por violar os direitos humanos de seu povo
Arquivo/Agência Brasil
“Elogiamos o presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, por tomar posição contra o regime cubano por violar os direitos humanos de seu povo", escreveu o Conselho de Segurança dos EUA sobre o Mais Médicos

Na última sexta-feira (16), o Conselho de Segurança dos Estados Unidos elogiou o presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL), por sua posição em relação aos profissionais cubanos do programa Mais Médicos. Em publicação no Twitter, o órgão norte-americano cumprimentou Bolsonaro e afirmou que Cuba viola os direitos humanos de seu povo.

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“Elogiamos o presidente eleito do Brasil, @JairBolsonaro, por tomar posição contra o regime cubano por violar os direitos humanos de seu povo, incluindo médicos enviados para o exterior em condições desumanas”, escreveu o Conselho sobre o programa Mais Médicos . A publicação tem uma versão em português e outra em inglês.

O Conselho de Segurança dos Estados Unidos é um órgão ligado diretamente ao presidente norte-americano, Donald Trump, e tem a responsabilidade de assessorá-lo em questões de política externa e segurança nacional.

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Na quinta-feira (15), também pelo Twitter, a secretária assistente do Departamento de Estado (o órgão de diplomacia dos Estados Unidos), Kimberly Breier, elogiou Bolsonaro em inglês e espanhol.


“Que bom ver o presidente eleito Bolsonaro insistir que os médicos cubanos no Brasil recebam seu justo salário em vez de deixar que Cuba leve a maior parte para os cofres do regime”, escreveu Kimberly em sua conta oficial.

Cuba e o Mais Médicos

O Mais Médicos foi criado em 2013, na gestão de Dilma Rousseff, para levar médicos a regiões distantes e periferias do País. A vinda dos médicos cubanos dispensava a validação do diploma dos profissionais
Reprodução/Twitter
O Mais Médicos foi criado em 2013, na gestão de Dilma Rousseff, para levar médicos a regiões distantes e periferias do País. A vinda dos médicos cubanos dispensava a validação do diploma dos profissionais

No último dia 14, o governo de Cuba informou que deixará de fazer parte do programa Mais Médicos. A justificativa do Ministério da Saúde cubano é que as exigências feitas pelo governo eleito são “inaceitáveis” e “violam” acordos anteriores.

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O presidente eleito Jair Bolsonaro disse, em sua conta do Twitter, que a permanência dos cubanos está condicionada à realização do Revalida pelos profissionais. O Revalida é o exame aplicado aos médicos que se formam no exterior e querem atuar no Brasil.

“Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos à aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e à liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou", disse o presidente eleito.

"Além de explorar seus cidadãos, ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos", completou.

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O Mais Médicos foi criado em 2013, na gestão de Dilma Rousseff, para levar médicos a regiões distantes e periferias do País. A vinda dos médicos cubanos foi acertada em convênio firmado entre os governos do Brasil e de Cuba, por meio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), e dispensava a validação do diploma dos profissionais.


*Com informações da Agência Brasil

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