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Governador eleito escolheu militar para seu futuro governo e anunciou mais três nomes para sua equipe; Doria promete que "bandido não terá moleza" e nega ter quebrado promessa de escalar policial para comandar Segurança

João Doria posa ao lado de seus novos futuros secretários no Governo de São Paulo
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João Doria posa ao lado de seus novos futuros secretários no Governo de São Paulo

O governador eleito em São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou nesta terça-feira (13) novos nomes para sua futura gestão no Palácio dos Bandeirantes. O principal deles é o general da reserva do Exército João Camilo Pires de Campos, que chefiou o Comando Militar do Sudeste e assumirá a Secretaria da Segurança Pública.

Com a nomeação do militar, João Doria repete em São Paulo, pela segunda vez, o que fez o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), na esfera federal. Doria já havia 'reproduzido' a nomeação de Sérgio Moro no Ministério da Justiça ao indicar o ex-presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJ-SP) Paulo Dimas Mascaretti para a Secretaria  da Justiça . Agora, o tucano nomeia um general da reserva para seu governo, à imagem do que fez Bolsonaro com o general Fernando Azevedo e Silva no Ministério da Defesa .

Doria exaltou seu futuro chefe da Segurança e disse confiar que "bandido não terá moleza" em sua gestão, prometendo que o Estado atuará para dar amparo jurídico a policiais que acabarem matando suspeitos durante ações. 

"O general Campos é uma figura exemplar. Na atitute, no comportamento, na disposição e na firmeza. Ele conhece o nosso programa e conjugamos das mesmas ideias e mesmos princípios. E ele terá a liberdade de compor a sua equipe tanto na Polícia Militar quanto na Polícia Civil. Aqui em São Paulo, bandido não vai ter moleza", disse o tucano.

O futuro governador também negou que, ao nomear o general da reserva do Exército , ele tenha quebrado sua promessa de campanha de colocar um policial para cuidar da pasta da Segurança. "Nós teremos um secretário executivo da Polícia Militar e uma secretaria executiva da Polícia Civil. Elas poderão ou não ter alguém da ativa ou da reserva. A decisão é inteiramente do general Campos", explicou. 

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Questionado sobre a proposta do excludente de ilicitude, que é defendida por Bolsonaro e prevê 'carta branca' para policiais matarem durante operações, o general Campos pregou ponderação.

"Bandido tem no mundo todo. Agora, bandido armado de fuzil, só aqui. Esse tema está em estudo, deve ser amadurecido porque não se pode admitir que uma tropa receba um tiro para só depois responder. Tenho certeza que a solução virá ao encontro daquilo que todos esperamos", afirmou.

Já Doria foi mais rigoroso em sua resposta. "Entre a vida de uma família de bem, um policial civil ou militar, ou um bandido, eu fico com a vida das pessoas de bem e dos policiais. Se tiver que ter algum morto, será o bandido", disse. "Se o criminoso reagir com arma de fogo, a orientação é para que ele vá deitado para o cemitério", complementou.

Também foram anunciados hoje os nomes de três ex- secretários de Doria na Prefeitura de São Paulo que acompanharão o tucano no Palácio dos Bandeirantes: Wilson Pedroso, que assumirá o cargo de chefe de Gabinete no futuro governo; Júlio Serson, que será secretário especial de Relações Internacionais e presidente da Investe SP; e Marcos Penido, que comandará a pasta de Energia, Saneamento e Recursos Hídricos.

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