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Havia a possibilidade de gestão ser transferida para o Ministério da Ciência e Tecnologia; presidente eleito se reuniu com a presidente do TSE e ministros

Governo de Jair Bolsonaro: presidente voltou a Brasília nesta terça-feira (13) para seguir com reuniões de transição
Rodrigues Pozzebom / Agencia Brasil
Governo de Jair Bolsonaro: presidente voltou a Brasília nesta terça-feira (13) para seguir com reuniões de transição

O futuro governo de Jair Bolsonaro (PSL) deve manter a gestão do ensino superior no Ministério da Educação. Questionado nesta terça-feira (13) sobre o assunto, o presidente eleito disse que o ensino superior "a princípio vai ser mantido no Ministério da Educação".

Bolsonaro deu a declaração antes de encontro com o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro João Batista Brito Pereira, em Brasília. Até então, há a possibilidade de o ensino superior ficar sob a gestão do Ministério da Ciência e Tecnologia, para o qual já foi indicado pelo governo de Jair Bolsonaro o astronauta, Marcos Pontes .

Bolsonaro chegou a Brasília nesta terça-feira, esta é a segunda vez que o presidente eleito retorna a capital para tratar sobre a transição de governo. Durante a manhã, ele despachou com assessores e futuros ministros no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), onde está funcionando o governo de transição.

No início da tarde, ele esteve com a presidente do Tribunal Superior Eleitoral ( TSE ), ministra Rosa Weber, na sede da Corte, em Brasília. Acompanhavam o presidente eleito o general Augusto Heleno, futuro ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o advogado Gustavo Bebianno, e o filho dele, Carlos Bolsonaro, que é vereador no Rio de Janeiro.

Na reunião, que durou pouco mais de 30 ministros, também estava presente o ministro Luís Roberto Barroso, relator da prestação de contas da campanha de Bolsonaro. Na segunda-feira (12), a área técnica do TSE encaminhou ofício no qual apontou 17 inconsistências nas contas , como, por exemplo, o não detalhamento das despesas com honorários advocatícios. Os técnicos sugeriram prazo de três dias para que as questões sejam esclarecidas.

As contas de Bolsonaro devem ser votadas em plenário pelo TSE antes da diplomação dele como presidente, marcada para 10 de dezembro, às16h. Todos os ministros titulares da Corte participaram do encontro desta terça-feira com o presidente eleito. Além de Rosa e Barroso, estavam presentes Edson Fachin, Napoleão Nunes Maia, Jorge Mussi, Admar Gonzaga e Tarcísio Vieira. Os ministros substitutos Luis Felipe Salomão e Sergio Banhos também compareceram ao evento. 

Na ocasião, a ministra Rosa Weber presenteou Bolsonaro com um exemplar da Constituição. Segundo relatos de pessoas presentes à reunião, o presidente eleito disse à ministra que, embora alguns excessos tenham sido cometidos “no calor dos acontecimentos”, dali em diante, o TSE poderia contar com a total colaboração dele.

Durante a campanha, Bolsonaro chegou a levantar a possibilidade de fraude nas urnas eletrônicas , suscitando críticas à Justiça Eleitoral. Em resposta, o plenário do TSE ordenou a retirada do ar de mais de 50 páginas que reproduziram a fala na internet. Ainda segundo o relato de pessoas presentes ao encontro desta terça, não foram discutidas questões específicas a respeito de contas ou de urna eletrônica.

Após a reunião sobre o futuro governo de Jair Bolsonaro , os ministros do TSE deixaram o gabinete da presidência e acompanharam o presidente eleito a uma visita ao plenário da Corte, onde ele será diplomado em dezembro.

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