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Nils Martin Gunneng afirmou que os resultados do Fundo da Amazônia são impressionantes e convidou o futuro ministro para conversar na embaixada

Onyx Lorenzoni disse que a Noruega tem 'muito a aprender' com o Brasil sobre a preservação de florestas
Valter Campanato/Agência Brasil
Onyx Lorenzoni disse que a Noruega tem 'muito a aprender' com o Brasil sobre a preservação de florestas

O embaixador da Noruega no Brasil, Nils Martin Gunneng, respondeu nesta terça-feira (13) nas redes sociais, às críticas feitas pelo futuro ministro da Casa Civil de Bolsonaro, Onyx Lorenzoni. Gunneng disse que a Noruega aprendeu muito sobre preservação ambiental com o Brasil e convidou Onyx para uma conversa na embaixada sobre o assunto. 

Onyx Lorenzoni havia afirmado nesta segunda-feira (12) que os  noruegueses devem “aprender” com os brasileiros sobre a preservação de florestas. “Nós vamos preservar o Brasil. Agora, com altivez. Não dá para vir a ONG da Noruega ou lá da Holanda e vir aqui dizer o que que a gente tem que fazer”, disse. 

"Os resultados pelo Brasil, Fundo da Amazônia e BNDES são impressionantes para o mundo. Temos orgulho por ter contribuído" disse o embaixador da Noruega em sua conta no Twitter. Ele acrescentou ainda que "seria um prazer" receber Onyx Lorenzoni na embaixada da Noruega em Brasília para discutir esse e outros programas de cooperação.

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A Noruega é o principal financiador do Fundo Amazônia, criado pelo governo brasileiro para medidas de preservação das florestas. Quando questionado sobre o financiamento, Onyx respondeu que "o Brasil preservou a Europa inteira territorialmente, toda a União Europeia com as nossas matas, mais cinco Noruegas. Os noruegueses têm que aprender com os brasileiros e não a gente aprender com eles". 

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A Noruega doou cerca de R$ 2,8 bilhões, entre 2009 e 2016, para financiar a preservação da floresta brasileira. No ano passado, o governo do país anunciou que cortaria pela metade os repasses porque os índices de desmatamento no Brasil passaram a aumentar e os noruegueses começaram a questionar as políticas de conservação.

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