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Um oficial de Justiça tentava localizar o deputado federal desde o dia 26 de setembro; as ameaças à jornalista teriam sido feitas por mensagens de texto

O STF intimou Eduardo Bolsonaro após mais de um mês  procurando o deputado
Reprodução/Câmara dos Deputados
O STF intimou Eduardo Bolsonaro após mais de um mês procurando o deputado


O Supremo Tribunal Federal (STF) notificou, nesta semana, o deputado federal reeleito Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ), filho do próximo Presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), a prestar esclarecimentos sobre uma denúncia de ameaças a uma jornalista. O STF intimou Eduardo Bolsonaro depois de mais de um mês de tentativas de encontrá-lo.

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O STF intimou Eduardo Bolsonaro no dia 30 de outubro. De acordo com informações da Agência Brasil, desde o dia 26 de setembro oficiais de Justiça tentavam localizá-lo diariamente, mas sem sucesso.

O processo foi aberto pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em agosto de 2017, após a jornalista Patrícia Lélis prestar depoimento denunciando as ameaças e apresentar conversas no aplicativo de mensagens Telegram. Patrícia afirma que o problema começou quando ela desmentiu publicamente um relacionamento amoroso dos dois.

Segundo Patrícia Lélis , em julho de 2017, depois de uma troca de agressões públicas, Eduardo se dirigiu a ela pelo aplicativo. “Sua otária. Quem você pensa que é? Se falar mais alguma coisa, eu acabo com sua vida”, escreveu. No Telegram, as mensagens são apagadas automaticamente após a leitura, mas a jornalista filmou a conversa.

“Isso é uma ameaça?”, respondeu. “Entenda como quiser. Depois reclama que apanho [sic]. Você merece mesmo. Abusada. Tinha que ter apanhado mais para aprender a ficar calada. Mais uma palavra e eu acabo com você. Acabo mais ainda com a sua vida”, dizia outro trecho das mensagens do deputado.

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Em abril, o ministro Luis Roberto Barroso, responsável pelo caso no STF, notificou o deputado para que desse sua versão dos fatos, mas ele não respondeu. A denúncia contra ele foi apresentada pela PGR em abril, junto com uma proposta de acordo para encerrar o processo mediante pagamento de R$ 50 mil por danos morais à jornalista, o envio de 25% do salário de Eduardo Bolsonaro ao Núcleo de Atendimento a casos de violência doméstica e a prestação de 120 horas de serviços comunitários.

Sem reposta, Barroso determinou a intimação pessoal, concretizada no dia 30. Ela foi formalizada pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e pode ser respondida até o dia 14 de novembro.

STF intimou Eduardo Bolsonaro após 30 dias de procura; no mesmo dia, ele assumiu o cargo de líder do PSL na Câmara

No mesmo dia em que o STF intimou Eduardo Bolsonaro, ele assumiu o cargo de líder do PSL na Câmara dos Deputados
Reprodução/Wikipedia
No mesmo dia em que o STF intimou Eduardo Bolsonaro, ele assumiu o cargo de líder do PSL na Câmara dos Deputados


No mesmo dia em que o STF intimou Eduardo Bolsonaro , na última terça-feira (30), o deputado federal Eduardo Bolsonaro assumiu o cargo de líder do PSL na Câmara dos Deputados. Ele vai cumprir o seu segundo mandato como deputado e, nas eleições de 2018, foi o candidato mais votado do País.

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