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Advogada alegou questões familiares; príncipe Luiz Philippe de Orleans e Bragança e o deputado federal Marcelo Álvaro Antônio ainda são opções

Advogada Janaína Paschoal  também aproveitou para defender o candidato do PSL
Divulgação
Advogada Janaína Paschoal também aproveitou para defender o candidato do PSL

A advogada Janaína Paschoal recusou nesta sábado (4) o convite para ser vice de Jair Bolsonaro (PSL) na disputa presidencial e alegou questões familiares. Pelo Twitter,  ela afirmou ter tomado a decisão após conversa com o Bolsonaro e com Gustavo Bebianno, presidente em exercício do PSL

"Por questões familiares, por ora, eu não posso me mudar para Brasília. A minha família não me acompanharia", justicou Janaína Paschoal pelo Twitter. A advogada pediu desculpas e prometou continuar "lutando por um país livre". 


Janaína também aproveitou para defender o candidato do PSL.  "Sou testemunha de que Bolsonaro não é machista. Ele me tratou de igual para igual, desde o primeiro momento. Sou testemunha de que ele não é autoritário, cedeu em muitos pontos. Todos puderam constatar a sua tolerância com os meus posicionamentos", afirmou.

A advogada era cotada como vice de Bolsonaro , entre outras razões, por ter sido a advogada que defendeu, no Senado, o impeachment de Dilma Rousseff (PT). Embora do ponto de vista político a aliança com Janaína não acrescentasse muito a Jair Bolsonaro, já que a advogada não traz consigo partidos, tempo de TV ou dinheiro de fundo partidário, do ponto de vista simbólico a aliança com ela seria útil ao deputado.

Figura recorrente nas manifestações pela deposição de Dilma, Janaína foi contratada pelo PSDB para defender esta causa no Senado. Além disso, a entrada de uma mulher na chapa do ex-militar serviria para refutar parte das críticas a ele, que é considerado machista e misógino por declarações recorrentes que faz à imprensa.

Por fim, Janaína também emprestaria um “verniz intelectual” à campanha do deputado. Ligada a USP, ela tem, em tese, maior capacidade argumentativa que Bolsonaro, que já admitiu “não entender nada” de economia, por exemplo.

Sem Janaína Paschoal, Bolsonaro cogita príncipe

Sem Janaina Paschoal, príncipe Luiz Philippe de Orleans e Bragança é cotado para ser vice de Bolsonaro
Facebook/ Luiz Philippe de Orleans e Bragança
Sem Janaina Paschoal, príncipe Luiz Philippe de Orleans e Bragança é cotado para ser vice de Bolsonaro

Na última segunda-feira (31),  depois de participar do programa "Roda Viva" da TV Cultura, o candidato à Presidência disse a jornalistas que a escolha do vice em sua chapa havia se afunilado entre os nomes de Janaína Paschoal , do príncipe Luiz Philippe de Orleans e Bragança e do deputado federal Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG).