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Gustavo Bebianno deixou, na madrugada de hoje, o comando do partido que elegeu o futuro presidente da República; Luciano Bivar vai voltar ao cargo

Enquanto ocupava a presidência do PSL, Gustavo Bebianno declarou 'guerra' à oposição; ele era próximo de Jair Bolsonaro
Reprodução/Instagram Gustavo Bebianno
Enquanto ocupava a presidência do PSL, Gustavo Bebianno declarou 'guerra' à oposição; ele era próximo de Jair Bolsonaro

Braço-direito do presidente eleito, o advogado Gustavo Bebianno deixou a presidência do PSL, na madrugada desta segunda-feira (29), poucas horas depois de o partido  conseguir eleger Jair Bolsonaro para a Presidência da República. O candidato foi eleito, com 55% dos votos válidos, neste domingo (28), segundo turno das eleições 2018.

Agora, a presidência do PSL voltará a ser ocupada por Luciano Bivar (PSL-PE), deputado federal eleito, que havia se afastado da direção da sigla para cuidar da sua própria campanha. A saída de Bebianno do cargo foi publicada nesta segunda, no Diário Oficial da União.

“Pelo presente instrumento, venho informar que estou retornando às atividades partidárias nesse dia, reassumindo a Presidência Nacional do PSL”, diz um trecho da nota assinada por Bivar, datada da última sexta-feira (26).

Apesar de ter saído da liderança nacional do partido, Bebianno não será  desfiliado do PSL. Para a imprensa, ele afirmou que sua saída do posto já era dada como certa, antes mesmo do resultado das eleições ser divulgado. 

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O advogado declarou ainda que só mantinha relações com Jair Bolsonaro dentro do partido e que, no caso do presidente eleito cogitar ir para outra legenda, em qualquer momento da sua carreira política, Bebianno pretende segui-lo.

Por sua vez, Bivar já vinha, há algumas semanas, manifestando o interesse de reassumir o controle do PSL. Ele deixou a presidência do partido em março, quando Bolsonaro decidiu que o PSL abrigaria a sua candidatura à Presidência. Também nesse período, o braço-direito de Bolsonaro, Bebianno foi escolhido para susbtitui-lo. Bebianno foi também um dos responsáveis por negociar a ida do capitão reformado ao PSL.

Segundo fontes internas, que divulgaram informações à revista Veja , havia um temor de que o advogado poderia tentar se efetivar como o presidente do PSL depois das eleições. Assim, foi agendada a saída do advogado do cargo tão logo acabasse o pleito deste domingo e seus resultados fossem divulgados. 

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Ainda em novembro, o partido deverá realizar uma eleição interna para reconduzir oficializar o nome da pessoa que ocupará a presidência do PSL . Bivar, nesta ocasião, deve ser oficializado com o seu novo mandato como presidente.

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