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General Augusto Heleno já foi confirmado pelo presidente eleito como a pessoa que tocará o Ministério da Defesa a partir de 2019; para ele, a esquerda dizer que Bolsonaro é fascista "não tem nenhum fundamento"

O general Augusto Heleno Ribeiro refutou que haja alguma ameaça à democracia por parte do futuro governo Bolsonaro
Agência Brasil
O general Augusto Heleno Ribeiro refutou que haja alguma ameaça à democracia por parte do futuro governo Bolsonaro

O general Augusto Heleno assegurou que uma suposta ameaça à democracia nunca existiu durante as eleições de 2018 e disse ainda que é “absurda” a classificação que partidos de esquerda atribuíram a Bolsonaro. “Dizer que Bolsonaro é fascista é uma campanha sórdida. Não tem nenhum fundamento”, afirmou.

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As declarações do general ocorrem nesta segunda-feira (28), um dia após o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, ser eleito o 38º presidente da República no Brasil. Apesar de ter falado sobre a chamada ameaça à democracia , o militar, que deve assumir a pasta da Defesa, teve o discurso mais cauteloso entre os quatro ministros confirmados pelo presidente eleito Jair Bolsonaro. 

Segundo o militar, a equipe do governo Bolsonaro busca, a partir de agora, uma conciliação, “uma grande união de todos os brasileiros para um governo para todos”. “Não podemos fazer um governo para uma parte do País. Acredito que ele [Bolsonaro] vai buscar a união de todos os brasileiros, independente de cor, religião e idade. É uma das missões mais nobres e importantes hoje”.

O general Heleno esquivou-se de todas as perguntas feitas pela imprensa sobre os primeiros passos em sua área no governo Bolsonaro e fez questão de frisar que haverá tempo suficiente, durante o período de transição, para conversas e definição de prioridades. Ele disse também que qualquer palavra seria precipitada no momento.

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O general admitiu que há um estudo de prioridades e urgências desenhado pela equipe de Bolsonaro, mas não adiantou qualquer dos pontos. Perguntado sobre o interesse do futuro governo em uma interrupção da intervenção nacional no Rio de Janeiro para liberar o Congresso para votar alguns tipos de proposições, como a reforma da Previdência, que poderia trazer fôlego aos primeiros dias de 2019, ele garantiu que, por ora, tudo não passa de especulação.

“Para isto é que tem a transição: para conversar sobre esses assuntos e verificar se há interesse ou não na interrupção para que possa colocar o Congresso para votar alguma coisa. Eu não posso analisar isso, não é a minha área”, disse.

O militar não sinalizou sequer sobre o interesse de Bolsonaro em decretar nova ação das forças armadas no Rio. A atual operação termina oficialmente no dia 31 de dezembro deste ano. Até 1º de janeiro de 2019 esse assunto é do governo do presidente Michel Temer, que vai decidir se interrompe a intervenção ou não.

“Ele [Jair Bolsonaro] que vai estudar e conversar com o novo governador do Rio de Janeiro para saber se o novo governador pretende pedir uma nova intervenção porque [a atual] não pode continuar. Existe um decreto regulamentando o término. É para o futuro. Por enquanto vamos aproveitar os êxitos da intervenção”, disse, lembrando que até o final do ano, a decisão está nas mãos do atual presidente Michel Temer.

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Sobre a política externa, o general tomou o mesmo cuidado que tomou ao comentar a suposta ameaça à democracia , e afirmou que o assunto é sério e delicado. Ele disse ainda que o assunto será tratado pelo Ministério das Relações Exteriores. O general disse que o problema da segurança ganhou grandes dimensões e o novo governo terá que agir com rigidez para reverter o cenário.

* Com informações da Agência Brasil.