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Laudo produzido por peritos contratados pelo tucano aponta "montagens claras" em vídeo íntimo "para fazer com que a figura retratada na cena se pareça com Doria"; candidato quer que Justiça Eleitoral investigue autoria

Suposto vídeo de João Doria em ato sexual com cinco (ou até seis mulheres) viralizou nessa terça-feira
Reprodução
Suposto vídeo de João Doria em ato sexual com cinco (ou até seis mulheres) viralizou nessa terça-feira

A campanha do candidato ao Governo de São Paulo João Doria (PSDB) recorreu nesta quarta-feira (24) à Justiça Eleitoral para pedir a investigação do vídeo íntimo que viralizou na tarde de ontem ao ser atribuído ao tucano. Em nota, a equipe do candidato diz que o suposto vídeo de João Doria foi submetido a peritos, que atestaram haver "montagens claras".

A equipe do candidato afirmou que o laudo produzido por peritos criminais foi anexado à representação levada à Justiça Eleitoral para cobrar investigação sobre a autoria do falso vídeo de João Doria e também apurar quem foi o responsável pela divulgação do material nas redes sociais.

O laudo, produzido a pedido da campanha de Doria, "atesta a falsidade" do vídeo íntimo e indica que o conteúdo "tem montagens que ficam claras quando analisadas tecnicamente, para fazer com que a figura retratada na cena se pareça com Doria".

O estudo foi realizado pelos peritos criminais Rosa Maria Coronato Melkan, professora da Academia de Polícia Civil do Estado de S.Paulo, e Marcos Olyntho Brandão Godoy, ex-diretor do Núcleo de Engenharia do Instituto de Criminalística de São Paulo.

A equipe de Doria destaca ainda que o candidato é "vítima de difamação" e que a divulgação do suposto vídeo íntimo teve o "claro objetivo de influenciar o resultado das eleições para governador de São Paulo".

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Segunda perícia no suposto vídeo de João Doria

Suposto vídeo de João Doria foi citado durante debate realizado ontem por SBT, Folha e UOL
Gabriel Cardoso/SBT - 23.10.18
Suposto vídeo de João Doria foi citado durante debate realizado ontem por SBT, Folha e UOL

Ainda conforme a nota divulgada pelo staff do ex-prefeito, o criminalista Fernando José da Costa disse que "a gravidade dos fatos exige que a Justiça Eleitoral e a Procuradoria Regional Eleitoral tomem ações imediatas e céleres para que os autores do crime sejam desvendados".

A assessoria de imprensa informou ainda que "já há indícios da origem desses vídeos, o que poderá levar aos seus autores durante a investigação" e citou perícia independente realizada mais cedo a pedido da reportagem da revista Veja São Paulo .

Segundo esse outro laudo, produzido pela perita criminal e advogada Roselle Sóglio, o vídeo em que supostamente Doria estaria com cinco (ou até seis) mulheres em ato sexual foi manipulado digitalmente após ser gravado já com o propósito de receber essas edições. “O cenário foi montado de forma a colaborar com as alterações digitais que seriam realizadas depois", disse a resonsável pela perícia  à revista.

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Ainda nessa terça-feira (23), Doria gravou depoimento para assegurar que o vídeo é uma "produção grotesca" e foi "produzida por alguém que só quer o seu mal".

"Lamento muito que a campanha tenha chegado a esse nível de ferir a nossa família, de ferir um conceito que eu sempre preservei. Refuto isto com toda a minha energia", afirmou o tucano.

Adversário de Doria na corrida eleitoral em São Paulo, o atual governador, Márcio França (PSB), garantiu não ter parte na produção ou divulgação do suposto vídeo de João Doria . O candidato disse que "repudia a violência da qual Doria é vítima" e também divulgação desse tipo vídeo. "SP não merece esse constrangimento", escreveu França em uma rede social.