Tamanho do texto

Ministro do STF já havia arquivado outra investigação contra o tucano em junho, na ocasião, inquérito apurava a respeito dos desvios em Furnas

Este é o segundo inquérito contra Aécio Neves que é arquivado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes
Arquivo/Agência Brasil
Este é o segundo inquérito contra Aécio Neves que é arquivado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes determinou, nesta terça feira (23), o arquivamento de outro inquérito contra Aécio Neves, atual senador pelo PSDB, no qual o tucano é investigado por suposta participação na fraude de registros do Banco Rural.  O arquivamento havia sido pedido pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em setembro. 

Leia também: "Nem ditadura fechou o STF", diz Gilmar Mendes sobre fala de filho de Bolsonaro

Os registros do Banco Rural eram remetidos  à Comissão Parlamentar Mista de Inqúerito (CPMI) dos Correios, em 2005. O inquérito contra Aécio tinha como base a delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral, que presidia a CMPI e diz ter sido procurado pelo ex-deputado Eduardo Paes (PSDB) que pediu, em nome de Aécio, o adiamento do prazo para o envio dos documentos. Dessa forma, haveria tempo para a fraude. 

Segundo a delação, o objetivo era esconder dados que pudessem relevar um sistema semelhante ao Mensalão, sendo operado pelo publicitário Marcos Valério na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em benefício de Aécio Neves que, na época, era governador e de seu vice, Clésio de Andrade.

Leia também: Debate para o governo de São Paulo tem mais propostas e menos ataques pessoais

A Polícia Federal encontrou indícios de que Aécio Neves cometeu os crimes e, inicialmente, a PGR pediu ao Supremo que enviasse o inquérito para a primeira instância. Raquel Dodge, atual procuradora-geral da república pediu o arquivamento, alegando falta de provas contra o tucano.

"A autoridade policial não recolheu provas ou elementos de convicção suficientes para corroborar as declarações do colaborador e permitir a instauração da ação penal” afirmou a PGR . A procuradora também disse que os fatos são de 2005 e não seria possível coletar outras provas para o avanço da investigação.

Leia também: Barroso nega pedido para anular indiciamento de Temer no inquérito dos Portos

A decisão foi tomada na última sexta-feira (19), mas o arquivamento só foi divulgado no site do Supremo na terça (23). Esse é o segundo inquérito contra Aécio que é arquivado pelo ministro neste ano. O primeiro, em junho, dizia respeito ao envolvimento do senador em desvios nas obras de Furnas, uma das subsidiárias da Petrobras. 

* Com informações da Agência Brasil.